12 de dez de 2009

Encontro de sanfoneiros de 8 baixos em São Miguel Paulista

http://www.fundacaotidesetubal.org.br/ftas/site.php?mdl=noticias&op=lernoticias&id=179

Transcrevo abaixo, uma matéria não assinada, que consta no site da Fundação Tide Setúbal. Vale a pena ler, pois se refere à pratica de 8 baixos em São Miguel Paulista - SP.

28/10/2009
Encontro homenageia sanfoneiros de 8 baixos de São Miguel Paulista
Promover o conhecimento e reconhecer os sanfoneiros de 8 baixos como expressão artística e cultural em São Miguel Paulista. Esse foi o objetivo do 2º Encontro de Sanfoneiros, realizado no Galpão de Cultura e Cidadania pela Fundação Tide Setubal em parceria com a Associação Amigos do Jardim Lapenna.
Segundo Tião Soares, coordenador de cultura da Fundação Tide Setubal, “São Miguel é um dos poucos lugares onde esta manifestação ainda resiste. Tocar sanfona de 8 baixos é uma modalidade rara, pois apenas autodidatas tocam esse tipo de instrumento”.
Uma das ações para mostrar à comunidade como a sanfona é um instrumento fundamental para a cultura popular do país foi a exibição do documentário O Milagre de Sta. Luzia, uma viagem pelo Brasil que toca sanfona, do diretor e cineasta Sérgio Roizenblit. Estrelado por Domiguinhos, o filme é uma viagem de norte a sul, contando as histórias e influências de diversos sanfoneiros.
Entre os espectadores, estava Salviano Rolim, um paraibano que está em São Paulo desde 1986 e tem como uma de suas paixões o forró. “Foi magnífico assistir este documentário, uma volta às origens, pois nasci naquele lugar...eu viajei, me emocionei, não tenho palavras”, contou ele ao final da exibição.
Outro ponto alto do evento foi a apresentação dos artistas da sanfona. Participaram do encontro, Diva do 8 baixos, Pé Duro dos 8 baixos, Willian dos 8 baixos, Raimundo dos 8 baixos, Teotônio dos 8 baixos, Gil Sanfoneiro, Grupo Virada Paulista, Sacha Arcanjo e a Orquestra Sanfônica de São Paulo. “Para mim é muito importante tocar sanfona e alegrar o público. Eu nunca aprendi a dançar forró, mas fico orgulhoso por fazer outras pessoas dançarem”, confessou Gilvanildo Severino da Silva, também conhecido como Gil Sanfoneiro.
Além de animar os presentes, o forró os ajudou a matar a saudade da terra natal. “O forró representa o nordeste, eu nunca esqueci e nunca perderei o gosto por essa cultura”, disse Paulo Nonato Honório, piauiense e morador do Jardim Lapenna, enquanto acompanhava o som da sanfona.
No cardápio
As comidas típicas do Nordeste também fizeram parte da programação. No cardápio variado bolinho de mandioca com carne seca, tapioca, cocada, bolo de aipim, baião de dois, entre outras especialidades.
A noite de calor também foi um momento de alegria para as alunas da Oficina Escola de Culinária Jardim Lapenna. “Eu e minhas colegas de curso estamos muito felizes com os resultados de hoje e não pretendemos parar por aqui. Essa foi a nossa primeira experiência, mas esperamos participar de outros eventos, pois nós somos capazes e temos muita garra, somos unidas, somos uma nova família”, discursa Sônia Maria Aparecida de Souza, uma das alunas da oficina.
Saiba mais sobre a Oficina Escola de Culinária
Além da barraca organizada pela Oficina Escola de Culinária Jardim Lapenna, os convidados também puderam apreciar os deliciosos pratos das barracas organizadas pela Associação Amigos do Jardim Lapenna.
(Fotos: Verônica Manevy)

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