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26 de jan. de 2013

Forró do Belém

 Everaldo Santana



No último Domingo (20/01/2013) estive no forró do Belém, um restaurante localizado no Bairro do Belém, zona leste da cidade de São Paulo. Todos os domingos tem forró pé-de-serra sob o comando do Téo dos 8 Baixos. O Téo conseguiu reunir a grande maioria dos sanfoneiros que tocavam com o Pedro sertanejo, inclusive os sanfoneiros de 8 baixos.
Gravei videos que estou editando para postar; vou voltar ao forró do Belém para gravar todos os Sanfoneiros de 8 Baixos que tocam lá e não tocaram neste dia.  


Abaixo, algumas fotografias do evento que foram gentilmente enviadas por Everaldo Santana.


Pé Duro e Everaldo Santana


Téo dos oito baixos e Everaldo Santana





Pé Duro dos 8 baixos

10 de dez. de 2012

Baianinho da Sanfona


Recentemente, o amigo Everaldo Santana descobriu a verdadeira história de Baianinho dos oito baixos, sanfoneiro baiano radicado em São Paulo. Como seu nome também foi utilizado como pseudônimo de outros sanfoneiros, não sabíamos se, de fato, teria existido este personagem. Segue abaixo o e-mail de Everaldo descrevendo detalhadamente quem foi Edivaldo Ferreira da Silva, o "baianinho dos oito baixos".



Estive ontem na casa do tico dos 8 Baixos e peguei alguns discos para copiar. Entre eles está o disco do verdadeiro Baianinho da Sanfona que era seu amigo. este  disco pertence ao Castanheiro que fazia percussão no Forró do Pedro Sertanejo.

Baianinho da Sanfona

Baianinho da Sanfona (Edivaldo Ferreira da Silva) nasceu na cidade de Irecê no estado da Bahia. Na década 70 veio para São Paulo para tocar no Salão do Pedro Sertanejo. Nessa época o Pedro Sertanejo mantinha efetivamente no famoso Forró da Catumbi uma equipe efetiva com os melhores Sanfoneiro de 8 Baixos da região.
Baianinho da sanfona era conhecido no Estado da Bahia como “Carqueijo dos 8 Baixos” ; ganhou este apelido porque gostava muito de uma “Cachaça” caseira feita com uma Erva chamada  Carqueijo. Baianinho da Sanfona faleceu na cidade de São Paulo.

Estas informações foram fornecidas pelo “Castanheiro” e o “Tico dos 8 Baixos” que tocaram junto com ele. 

17 de jul. de 2011

Renato Borguetti

Indubitavelmente, o gaúcho Renato Borguetti, o "Borguettinho" é uma das maiores expressões do fole nacional. Tendo começado seus estudos musicais na gaita-ponto de oito baixos, posteriormente, adotou instrumentos com duas carreiras e meia de botões e uma quantidade maior de baixos e acordes para a mão esquerda. A carreira extra contém as notas alteradas - sustenidos e bemois, que permitem ao músico a utilização de passagens cromáticas e determinadas escalas e acordes que a afinação natural em duas carreiras não possui.
A formação musical de Renato Borguetti está diretamente relacionada ao florescimento dos Centros de Tradições Gaúchas, pólos de efervescência da valorização da cultura tradicional, a partir da perspectiva fundamentada pelos pesquisadores Paixão Cortes e Barbosa Lessa. Aos dez anos, já iniciava na arte da gaita-ponto, tendo herdado a influência das danças gaúchas recolhidas e organizadas por Lessa e Cortes.
Em 1984, gravou o primeiro disco, intitulado simplesmente "Gaita- Ponto". Este trabalho, contrariando as estatísticas negativas que envolvem a produção fonográfica de música instrumental brasileira, foi vencedor de um disco de ouro, vendendo cem mil cópias.
Mais uma valiosa contribuição de Everaldo Santana, "O melhor de Renato Borguetti" é uma coletânea lançada em 1990, reunindo a primeira fase da carreira deste artista, que corresponde aos discos lançados na década de 1980, editados através de diferentes selos fonográficos. Como explica Everaldo, este disco faz parte da coleção de Tico dos Oito Baixos, outro colecionador da fonografia de acordeom diatônico brasileiro.
Atualmente, Renato Borguetti é um artista que participa de festivais internacionais de acordeom, tendo sido aclamado pelo público e pela crítica, com sua fusão entre a música tradicional gaúcha com a música instrumental brasileira e world music. Informações sobre este artista em sua página oficial:
http://www.renatoborghetti.com.br/






 http://www.4shared.com/file/o2GXTqbb/1990_-_Renato_Borghetti_-_O_me.html

9 de jul. de 2011

Sanfoneiros fictícios - Zé Mamede - Forró do Rato Molhado vol.2

Dando prosseguimento a série de postagens sobre sanfoneiros fictícios, hoje reservamos lugar a outro nome de fantasia que foi utilizado por produtores em gravações de diferentes sanfoneiros: Zé Mamede.
O primeiro disco de Zé Mamede que conheci foi o "Forró do Rato Molhado", lançado pela Copacabana em 1981. Lembro ter mostrado este disco ao Zé Calixto, que identificou a sanfona da capa, e afirmou que se tratava de um disco de Adolfinho. Decerto, há várias músicas do saudoso sanfoneiro paraibano neste disco. Para Zé Calixto, Mamede nunca existiu, tendo sido apenas um dos tantos nomes criados pelos produtores fonográficos. 



Em agosto de 2009, tive a oportunidade de entrevistar  Geraldo Correia. Na ocasião, o músico paraibano afirmou que também havia gravado  com o pseudônimo de Zé Mamede.
Recentemente, foi postado no Forró em Vinil, um disco chamado "Arrasta-pé no sertão". Na verdade, é uma reedição de "Forró sem briga vol. 1" do Baianinho da Sanfona, que, por sua vez, provavelmente é um pseudônimo do Gerson Filho.

Everaldo Santana, em sua garimpagem musical, descobriu esta outra raridade: "Forró do Rato Molhado vol.2". O verdadeiro intérprete deste disco é uma incógnita. Porém, há uma pista que pode nos ajudar a descobrir quem é o verdadeiro sanfoneiro. Há três musicas de Luis Sergio, que foi um sanfoneiro pernambucano, natural de Garanhuns. Ele viveu no Rio de Janeiro, onde atuou nos forrós das décadas de 1970 e 80. A única história que conheço a seu respeito, é a de que ele trabalhava com o sogro, que tinha uma loja de secos e molhados em Garanhuns. Pelo que se sabe, a família não queria que ele se tornasse um músico profissional. Vindo ao Rio de Janeiro, assumiu sua vocação e se profissionalizou como sanfoneiro. Porém, ainda que fosse um bom instrumentista, não conquistou contratos fonográficos vantajosos, e,mesmo que tenha gravado vários discos, seu nome aparecia de forma discreta nos créditos de contracapa ou no selo dos discos e sua identidade visual nunca foi revelada ao público, a exemplo do que se pode constatar nas capas dos Lps "Forró Gostoso é assim", "Na fazenda do Coroné" e "Forró do Zé do Baile".

"Forró do Rato Molhado vol.2" com Zé Mamede e sua gente esquentada foi lançado em 1982 pela Beverly. No repertório, adaptações de sucessos da música nordestina como "Eu só quero um xodó" de Dominguinhos e Anastácia, "Baião da Serra Grande" do gaitista Fred Williams e "Chora Viola" da dupla Venâncio e Corumba.Um disco vigoroso, e a sanfona em alguns momentos parece um acordeom de 120 baixos devido a sonoridade encorpada. 
Agradecemos a Everaldo Santana por compartilhar conosco este item de seu acervo






8 de jul. de 2011

Sanfoneiros fictícios: Baianinho da Sanfona

Texto: Leo Rugero

Colaboração de Everaldo Santana









No dia 27 de abril, postamos o disco "Sucessos de Luiz Gonzaga com Raimundo Mauricio e sua sanfona de 8 baixos". Conforme testemunho de Zé Calixto, Raimundo Maurício jamais existiu, tendo sido apenas um nome fictício criado pela gravadora. Assim como Zé Ranulfo de Serra Talhada, nome de fantasia que encobre a identificação do verdadeiro intérprete, Zé Henrique.
Uma das razões que as gravadoras utilizavam nomes fictícios se deve ao tipo de contrato que se estabelecia com o sanfoneiro, que recebia o cachê, ficando a gravadora isenta de retribuir os direitos conexos de venda de discos. Porém, nem sempre, isso ocorria por este motivo. As vezes, o mesmo sanfoneiro aparecia em gravações de dois selos fonográficos distintos. No entanto, tendo contrato de exclusividade com um determinado selo, não poderia aparecer em um disco de outra companhia. Foi o caso de Gerson Filho, que acompanhou a esposa, a cantora Clemilda, no disco "Forró sem briga", editado pela Discobrás, em 1965. Na ocasião, Gerson Filho mantinha contrato de exclusividade com a gravadora RCA-Victor, o que lhe impediria de ter seu nome publicado no disco da esposa. Deste modo, a solução foi criar um nome fictício: Betinho, nome de um sanfoneiro que provavelmente não existiu...
O problema é que muitos destes nomes ganharam vida própria, tornando-se "lendas" vivas da sanfona. É o caso de "Baianinho da Sanfona". Quando comecei a me interessar pela sanfona de 8 baixos da região Nordeste, perguntava a vários sanfoneiros se acaso conheciam o Baianinho da Sanfona. Ninguém sabia responder se ele havia mesmo existido.
Hoje, com a colaboração do colecionador Everaldo Santana, publicamos o disco "Forró sem briga vol.2" de 1978, editado pela gravadora Copacabana, e atribuído a Baianinho da Sanfona. Segundo Everaldo, "quem toca é o Gerson Filho, pois é quse impossível alguém imitá-lo tão bem". De fato, é perceptível o estilo do sanfoneiro alagoano neste belíssimo álbum, onde quase todos os gêneros do forró são contemplados. Forró, quadrilha, baião, xaxado, xote e mazurca. Até o samba matuto não ficou de fora. Temas inspirados, embora pouco conhecidos, e a sanfona é acompanhada por um regional de primeira, do qual destaca-se  o excelente violão de sete cordas, que, além das baixarias, divide-se com a sanfona no solo de alguns temas. Aparentemente, a afinação utilizada pelo sanfoneiro é a natural em dó e fá, que era utilizada por Gerson Filho nesta época, o que aponta para a hipótese de que Baianinho da Sanfona seja o nome do sanfoneiro alagoano. Porém, resta a dúvida...o que vocês acham?


http://www.4shared.com/file/0hGUWC7b/1978_-_Baianinho_da_Sanfona_-_.html

7 de jan. de 2011

Fotos do Encontro de Sanfoneiros de São Paulo

Colaboração de Everaldo Santana.


Fotos do 7o Encontro de Sanfoneiros, ocorrido no dia 11 de Dezembro de 2010, em São Paulo. O evento foi promovido por Lene dos 8 baixos, tendo sido realizado no "Bar do Lene", em Jardim São Vicente, lbairro do município de Embu das Artes.

         Tranquilo dos 8 Baixos,Everaldo Santana,Tico dos 8 Baixos e Dudu dos 8 Baixos




Tico dos 8 Baixos,Dudu dos 8 Baixos e Adão Sanfoneiro

Zé Honório e Everaldo Santana

Tranquilo dos 8 Baixos

Tico dos 8 Baixos

Sival dos 8 Baixos

 Lene dos 8 Baixos