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28 de abr. de 2017

Pedro Sertanejo O Criador do Forró em São Paulo

26 de out. de 2011

Aureliano, pai de Pedro Sertanejo e avô de Oswaldinho do Acordeon

Recentemente, tive a oportunidade de entrevistar Oswaldinho do Acordeon. O enfoque principal da entrevista foi  em torno da herança musical de Pedro Sertanejo e Aureliano, respectivamente pai  e avô de Oswaldinho. Aureliano, assim como Januário, faz parte de uma influente geração de sanfoneiros, que sistematizaram e consolidaram o estilo nordestino da sanfona de oito baixos. Porém, ainda sabemos pouco a respeito destes instrumentistas, oriundos de um período anterior ao percurso fonográfico do instrumento. Deste modo, são raros os registros sonoros ou fotográficos deste período. Aos poucos, com o empenho de colecionadores, aficcionados e familiares, parte desta herança começa a ser reunida, e se torna possível falar sobre o florescimento da sanfona de oito baixos na região Nordeste no início do século XX.
Everaldo Santana, em suas constantes pesquisas em torno deste instrumento, conseguiu obter raras gravações  de Aureliano, e gentilmente confiou ao nosso blog, o privilégio de divulgar esta verdadeira preciosidade. Convém lembrar, como afirma Everaldo, que se trata de uma gravação caseira, "onde foi gravado apenas o som da sanfona de oito baixos sem os instrumentos de percussão". Segundo Everaldo, este disco "é a cara" deste blog, empenhado em descrever a história da sanfona de oito baixos no Brasil, especialmente na região Nordeste, minha área de concentração de pesquisa. Aureliano Félix da Silva foi um respeitado sanfoneiro e afinador de sanfonas do interior da Bahia. Nascido a 16 de junho de 1905, veio a falecer a 23 de julho de 2007, com a idade de 107 anos. Seu neto, o proeminente músico Oswaldinho do Acordeon, lembra de seu avô, nas visitas que fazia com o pai ao sertão baiano. “Meu avô tocava só para ele. Não tocava em festa. Meu pai cresceu ouvindo ele tocar e passou a gostar do instrumento”.



http://www.4shared.com/file/Qj6_aNsJ/Aureliano_Valrio_-_Lembranas_d.html

20 de set. de 2011

Pedro Sertanejo e Oswaldinho do Acordeon - Na TV Cultura



Belíssimo video extraído de um especial da TV Cultura de São Paulo. Pedro Sertanejo e Oswaldinho do Acordeon tocando juntos!
Postado por Everaldo Santana no youtube.

26 de ago. de 2011

Pedro Sertanejo - No Forró Quarta Parada



Outra raridade postada por Everaldo Santana: trecho de uma apresentação de Pedro Sertanejo num forró da capital paulista.

20 de mai. de 2011

Pedro Sertanejo - União dos Palmares

Lembrar de Pedro Sertanejo é rememorar a própria história dos forrós enquanto espaços de sociabilidade e divertimento do nordestino emigrado. O "Forró do Pedro" e a gravadora "Tropicana" são dois baluartes representativos da dedicação de Pedro Sertanejo na rede social do forró entre as decadas de 1960 e 1980.Porém, paralelo a isso, não devemos esquecer de sua contribuição significativa ao percurso da sanfona de oito baixos. Filho de Aureliano e pai de Oswaldinho do Acordeon, Pedro Sertanejo está no núcleo dos "clãs musicais" que identificam as linhas mestras da sanfona de oito baixos na região Nordeste. Com o êxito de "Roseira do Norte", um aceleradíssimo xote, em parceria com Zé Gonzaga, consolidou sua reputação de sanfoneiro em meados da década de 1950.
"União dos Palmares", editado através do selo Musicolor em 1971, é uma importante contribuição na discografia de música instrumental para sanfona de oito baixos. Neste disco, se reflete uma mistura do forró instrumental com elementos da música ítalo-caipira paulista, o que fica evidenciado pela presença de uma viola em algumas faixas. Aliás, esta preocupação norteava o trabalho de Pedro durante a década de 1970, o que se reforça pela presença eem alguns de seus discos desta época, da dupla caipira Mestiça & Zulmara, com o belo dueto em terças paralelas, tão característico, e a inclusão de temas que evocassem o reisado, a folia de reis, etc...
Mas "União dos Palmares" não é apenas isso. É também mais uma mostra do estilo peculiar deste músico, que nesta gravação utiliza uma Todeschini 24 baixos com três carreiras de botões. O acompanhamento é realizado por regional - cavaquinho, violões e percussão, com destaque para o violeiro oculto, devido à ausência de ficha técnica.

Leo Rugero

Petrópolis, 20 de maio de 2011






http://www.4shared.com/file/IbF2TLDs/Pedro_Sertanejo_-_Forro_em_Pal.html

9 de abr. de 2011

Com quantos baixos se faz um 8 baixos? texto escrito por Leo Rugero

Entre os instrumentistas que se destacaram no mundo artístico da sanfona de oito baixos da região Nordeste, nem todos tocavam sanfonas de oito baixos. Isso mesmo! Na verdade, muitos sanfoneiros adotaram os acordeões mistos, nos quais a mão direita conserva as caracteristicas de duas ou três fileiras de botões diagonais, dentro do sistema bi-sonoro, ou "voz trocada": abre uma nota e fecha outra. Porém, a mão esquerda possui "baixaria" uni-sonora, tal como o acordeom de teclados. Por isso, estes instrumentos são denominados mistos: mão direita bi-sonora e mão esquerda uni-sonora. Vamos a alguns exemplos:
1) Manoel Maurício: O sanfoneiro pernambucano, dono de uma velocidade invejável, utilizava uma Todeschini com duas fileiras de mão direita em afinação transportada, e 24 baixos uni-sonoros para a mão esquerda. Foi este o modelo básico que acompanhou-lhe durante toda a carreira artística, a julgar pelas capas de seus discos.
Observem a fotografia da capa do disco "Agreste em Festa", lançado pela gravadora Esquema, nos anos 1970. À direita da capa, a mão esquerda manejando os 24 baixos uni - sonoros. Esta "baixaria" permite uma gama melodica maior para a mão esquerda, tendo sido adotada por outros sanfoneiros, tal como o alagoano Gerson Filho.
A partir de 1972, Gerson começaria utilizar, assim como Manoel Maurício, também uma Todeschini 24 baixos. A diferença é, que no caso de Gerson, sua sanfona se manteve com a afinação "de fábrica", o que corresponde à afinação gaúcha, chamada, entre os nordestinos de "natural" ou "grega".
Vejam abaixo, na capa de "Oito baixos Brasileiros volume 4", Gerson Filho com uma sanfona Todeschini de 24 baixos vermelha, que lhe acompanharia até o final de sua carreira.
No entanto, o caso mais extremo é o de Pedro Antônio da Silva, o Pedro Sertanejo. Ainda que sendo rememorado por músicos como Dominguinhos e Sivuca, como um dos maiores "tocadores" de 8 baixos, Pedro também adotou um modelo misto, com três fileiras de botões para a mão direita e, inicialmente, 24 baixos. Porém, com o passar do tempo, foi aumentando sua baixaria, até chegar à 80 baixos uni-sonoros, como podemos observar na fotografia abaixo.

O interessante  é constatar que nunca houve distinção terminológica clara dos instrumentistas pelo número da baixaria, predominando a descrição "oito baixos"mesmo para os sanfoneiros adeptos dos modelos mixtos. É o caso ilustrativa de Edgar dos "oito baixos", posando com uma Todeschini de 48 baixos!