Espaço reservado para a divulgação de informações e estudos sobre a sanfona de 8 baixos no Brasil. The brazilian eight basses button accordion blog. fole de 8 baixos, gaita-ponto de 8 baixos, acordeón diatónico, accordéon diatonique, diatonic accordion, acordeon diatônico etc.
28 de set. de 2011
24 de set. de 2011
Quinka dos 8 Baixos No - Quarta Parada
Enviado por everaldo santana no Youtube em 27/07/2011
Apresentação do Quinkas dos 8 Baixos no bar "Quarta Parada", tradicional casa de forró localizada na zona leste da cidade de São Paulo.
O Boi do Zabumba, atual Zabumbeiro que acompanha o Lene dos 8 Baixos, aparece tocando Zabumba.
Lembrando que o Quinka faleceu recentemente em sua cidade natal de Ipirá, Bahia. Nossa pequena homenagem a este grande sanfoneiro.
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Quinka dos Oito Baixos
23 de set. de 2011
Olha o calango aí, gente!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
II Festival do Calango Mineiro com Feijão Ferrado do distrito de Cataguarino -MG
Cataguarino, distrito de Cataguases, se prepara para receber a 2ª edição do Festival do Calando Mineiro com Feijão Ferrado nos dias 24 e 25 de setembro.
O festival, que resgata e valoriza a cultura popular da nossa região, começa no sábado, a partir das 17 horas, com a apresentação dos diversos grupos participantes do concurso. O domingo começa com uma deliciosa feijoada, a partir do meio-dia, logo após será feita a entrega das premiações.
Categorias e premiações
- 1º Melhor cantador de calango: R$ 300,00
- 2º Melhor cantador de calango: R$ 200,00
- 1º Melhor sanfoneiro de oito baixos: R$ 300,00
- 2º Melhor sanfoneiro de oito baixos: R$ 200,00
- 1º Melhor par de dançarinos: R$ 300,00
- 2º Melhor par de dançarinos: R$200,00
- Melhor tocado de mola de viola: R$ 200,00
- Rainha do Calango: R$ 100,00
- O mais belo vaso de chorona: R$ 100,00
- O mais rápido a beber cerveja no prato com colher: R$ 100,00
As inscrições para o festival são gratuitas e devem ser feitas em Cataguarino, com Cida.
O evento é uma realização do artista e folclorista Virgínio Rios, com apoio da Associação de Mulheres Rurais de Cataguases e patrocínio da Prefeitura Municipal através da Lei Ascânio Lopes.
Você está convidado a participar desta grande festa e vivenciar a beleza e alegria presentes na tradição da cultura mineira! Venha e traga sua família e amigos!
II Festival do Calango Mineiro com Feijão Ferrado do distrito de Cataguarino -MG
Cataguarino, distrito de Cataguases, se prepara para receber a 2ª edição do Festival do Calando Mineiro com Feijão Ferrado nos dias 24 e 25 de setembro.
O festival, que resgata e valoriza a cultura popular da nossa região, começa no sábado, a partir das 17 horas, com a apresentação dos diversos grupos participantes do concurso. O domingo começa com uma deliciosa feijoada, a partir do meio-dia, logo após será feita a entrega das premiações.
Categorias e premiações
- 1º Melhor cantador de calango: R$ 300,00
- 2º Melhor cantador de calango: R$ 200,00
- 1º Melhor sanfoneiro de oito baixos: R$ 300,00
- 2º Melhor sanfoneiro de oito baixos: R$ 200,00
- 1º Melhor par de dançarinos: R$ 300,00
- 2º Melhor par de dançarinos: R$200,00
- Melhor tocado de mola de viola: R$ 200,00
- Rainha do Calango: R$ 100,00
- O mais belo vaso de chorona: R$ 100,00
- O mais rápido a beber cerveja no prato com colher: R$ 100,00
As inscrições para o festival são gratuitas e devem ser feitas em Cataguarino, com Cida.
O evento é uma realização do artista e folclorista Virgínio Rios, com apoio da Associação de Mulheres Rurais de Cataguases e patrocínio da Prefeitura Municipal através da Lei Ascânio Lopes.
Você está convidado a participar desta grande festa e vivenciar a beleza e alegria presentes na tradição da cultura mineira! Venha e traga sua família e amigos!
22 de set. de 2011
Renato Borguetti & Heleno dos oito baixos
Foto enviada por João Bento
Encontro do Sul e Nordeste, o gaúcho Renato Borguetti e o pernambucano Heleno dos oito baixos durante o Encontro de oito baixos, realizado em Caruaru, em agosto de 2011.
Borguetti utiliza uma Scandalli 48 baixos c/ duas carreiras e meia de botões; Heleno toca numa Hohner Erica adaptada para a afinação nordestina "transportada". Dois ícones do fole brasileiro, músicos que tem conquistado prestigio no mercado europeu. Borguetti tem participado dos maiores festivais da Europa, enquanto Heleno atua anualmente em Toulouse, França.
Encontro do Sul e Nordeste, o gaúcho Renato Borguetti e o pernambucano Heleno dos oito baixos durante o Encontro de oito baixos, realizado em Caruaru, em agosto de 2011.
Borguetti utiliza uma Scandalli 48 baixos c/ duas carreiras e meia de botões; Heleno toca numa Hohner Erica adaptada para a afinação nordestina "transportada". Dois ícones do fole brasileiro, músicos que tem conquistado prestigio no mercado europeu. Borguetti tem participado dos maiores festivais da Europa, enquanto Heleno atua anualmente em Toulouse, França.
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Heleno dos oito baixos,
Renato Borguetti
20 de set. de 2011
Pedro Sertanejo e Oswaldinho do Acordeon - Na TV Cultura
Belíssimo video extraído de um especial da TV Cultura de São Paulo. Pedro Sertanejo e Oswaldinho do Acordeon tocando juntos!
Postado por Everaldo Santana no youtube.
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Oswaldinho do Acordeon,
Pedro Sertanejo
18 de set. de 2011
17 de set. de 2011
Zé Honório No Asa Branca
Mais uma raridade postada por Everaldo Santana. Um trecho de uma apresentação de Zé Honorio no Forró Asa Branca. Vale a pena ver e ouvir!
14 de set. de 2011
12 de set. de 2011
Machadinho dos 8 Baixos - O pequeno "Grande" Mestre do Pé de Bode
Outro registro memorável do Tico dos oito baixos, digitalizado e postado por Everaldo Santana. Que descoberta! Machadinho dos oito baixos, jovem baiano de Ipirá, tocando sanfona de 8 baixos com muita vivacidade e destreza. É o futuro da sanfona chegando por aí...
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Machadinho dos 8 baixos
11 de set. de 2011
Arcênio dos 8 Baixos - Relembra o Negrão dos 8 Baixos
Everaldo Santana está digitalizando e disponibilizando alguns videos e discos fonográficos da coleção de Tico dos Oito Baixos, sanfoneiro baiano radicado em São Paulo. Temos compartilhado alguns destes vídeos no blog. Neste, por exemplo, há o registro do emocionante reencontro de Tico e Arcenio dos oito baixos, realizado em Ipirá, no sertão baiano. Esta cidade, que concentra um expressivo contingente de sanfoneiros, foi a terra natal do saudoso Negrão dos oito baixos, de quem Arcênio é um dos irmãos. Neste video, ele recorda alguns êxitos do repertório de Negrão dos oito baixos.
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Arcenio dos 8 baixos
Leo Rugero & João Torquato
Este video foi gravado em 2004 para o programa "Prata da Casa" da TV Vila Imperial de Petrópolis com Leo Rugero (violino), João Torquato (sanfona de oito baixos) e Anderson Sabadine (percussão). A música é o "Calango da Canela", bem ao estilo de sanfona calangueada da região serrana e norte fluminense, e uma das músicas prediletas do repertório de João Torquato.
João Torquato (1953 - 2006) foi um sanfoneiro de oito baixos natural de Petrópolis, Rio de Janeiro. Atuou basicamente nos bailes de calango que vieram a fenecer na década de 1990, substituidos por outras práticas musicais. Em 2004, João participou de algumas apresentações que realizei no Centro de Cultura de Petrópolis - Sala Afonso Arinos e no Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro. Nestas ocasiões, foi muito aplaudido pelo público. Veio a falecer não muito tempo depois, por motivo de saúde.
Devo a João Torquato minha aproximação inicial com a sanfona de oito baixos. Também foi um grande amigo e vizinho, de quem guardo saudosas recordações. Músico inspirado e grande criatura humana.
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João Torquato,
Leo Rugero
8 de set. de 2011
Raimundo dos 8 Baixos - No Forró Bagaceira
Participação do Raimundo dos 8 Baixos no lançamento do CD da banda Forró Bagaceira. participam deste Vídeo, o Estevão dos 8 Baixos no triângulo, Bahia no zabumba e o Val no pandeiro; os 2 últimos são componentes da banda Forró Bagaceira.
Video postado por Everaldo Santana no youtube.
6 de set. de 2011
Joelson dos 8 baixos em Alagoas
Mestres da Sanfona
Ele é um dos craques da ‘sanfona de 8 baixos’, variante do acordeon que se tornou bastante popular no Brasil, em especial no Nordeste. E é na qualidade de um dos maiores do ofício que Joelson dos 8 Baixos se apresentará no Teatro Deodoro, no dia 09 de setembro, num show que contará com a presença de outros grandes nomes do forró e da sanfona em Alagoas, a exemplo de Lula Sabiá, Manuel Silvano, Irineu Nicácio, Jaçanã, Xexéu, Xameguinho e Chau do Pife. A festa da sanfona começa às 20h. Vale a conferida.
›› Teatro Deodoro. Pç. Mal. Deodoro, s/n, Centro. No dia 09 de setembro, a partir das 20h. Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Mais informações: 3315-5656 e 3315-5665.
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Joelson dos 8 baixos
4 de set. de 2011
Luizinho Calixto encontra sanfoneiros de 8 baixos em São Paulo
Em recente passagem por São Paulo, houve uma confraternização promovida por Lene dos 8 baixos, em sua casa, localizada em Embú das Artes, municipio avizinhado a Grande São Paulo. Everaldo Santana esteve presente, ao lado de Tico dos Oito Baixos, Manoel Azoy, Adão Sanfoneiro e Aureliano. Abaixo, seguem maiores detalhes sobre o encontro e algumas fotos gentilmentente enviadas por Everaldo Santana.
"No dia 24 de Agosto de 2011, estive com Luizinho Calixto na casa do Lene dos 8 baixos. Luizinho veio fazer um show no Ibirapuera e aproveitou para conhecer o trabalho que o Lene e o Tico dos 8 baixos estão fazendo em São Paulo em prol da Sanfona de 8 Baixos. O Lene fez um pequeno churrasco e compareceram alguns sanfoneiros de 8 baixos, fizemos um forrozinho e eu gravei alguns videos que postei no Youtube. O Luizinho conversou bastante conosco, disse que está bastante aniado com a revalorização da sanfona de 8 baixos e elogiou bastante o trabalho que o Heleno dos 8 baixos vem fazendo no Nordeste em prol da Sanfoninha. Nos disse que já pensou em parar de tocar, e falando sobre sua trajetória ficou emocionado e chorou"(Everaldo Santana).
Luizinho Calixto, Lene dos 8 baixos e Tico dos 8 baixos
"No dia 24 de Agosto de 2011, estive com Luizinho Calixto na casa do Lene dos 8 baixos. Luizinho veio fazer um show no Ibirapuera e aproveitou para conhecer o trabalho que o Lene e o Tico dos 8 baixos estão fazendo em São Paulo em prol da Sanfona de 8 Baixos. O Lene fez um pequeno churrasco e compareceram alguns sanfoneiros de 8 baixos, fizemos um forrozinho e eu gravei alguns videos que postei no Youtube. O Luizinho conversou bastante conosco, disse que está bastante aniado com a revalorização da sanfona de 8 baixos e elogiou bastante o trabalho que o Heleno dos 8 baixos vem fazendo no Nordeste em prol da Sanfoninha. Nos disse que já pensou em parar de tocar, e falando sobre sua trajetória ficou emocionado e chorou"(Everaldo Santana).
Luizinho Calixto, Lene dos 8 baixos e Tico dos 8 baixos
Manoel Azói, Adão Sanfoneiro e Tico dos 8 baixos
Everaldo Santana e Luizinho Calixto
Aureliano e Tico dos 8 baixos
Aureliano e Luizinho Calixto
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Manoel Azói
3 de set. de 2011
2 de set. de 2011
Luizinho Calixto e Tico dos 8 Baixos - Na Casa do Lene dos 8 Baixos
Vídeo gravado no dia 24 de agosto de 2011, quando o Luizinho Calixto esteve na casa do Lene dos 8 Baixos para conhecer de perto o trabalho que o Lene e o Tico dos 8 Baixos fazem em prol da Sanfona de 8 Baixos em São Paulo. Video postado por Everaldo Santana no Toutube.
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Luizinho Calixto,
Tico dos oito baixos
31 de ago. de 2011
A Sanfona de 8 baixos redescoberta
Já não é possível falar em extinção ou esquecimento. Entre 2007, quando iniciei minha pesquisa sobre a tradição nordestina da sanfona de oito baixos, à 2011, houve uma significativa reestruturação da rede que compõe esta prática musical. A audiência deste blog nunca foi tão alta, desde sua inauguração, há cerca de dois anos e meio atrás. São 6h52m, enquanto escuto o programa Foleviola de Adelzon Alves transmitido pela Rádio MEC, observo que as vinhetas instrumentais entre um e outro bloco do programa, são fragmentos do disco "O poeta da sanfona" de Zé Calixto. Mais uma evidência da redescoberta dos oito baixos!
Cometário de Everaldo Santana:
Leo, você tem razão, no dia 24 de Agosto estive com o Luizinho Calixto que veio a São Paulo fazer um Show e aproveitou para conhecer de perto o trabalho que os Sanfoneiros de São Paulo vem fazendo em prol da Sanfona de 8 Baixos. Conversei bastante com êle e me disse que esta está muito contente em ver tanta gente trabalhando em prol da Sanfona de 8 Baixos.
Este Blog é um dos responsáveis pela revalorização da Sanfona de 8 Baixos.
Muito obrigado por divulgar os vídeos que venho postando no Youtube.
30 de ago. de 2011
Enock Lima
Enock Lima - Memória viva do Forró por Leo Rugero
O mundo artístico da sanfona de oito baixos não é composto apenas por sanfoneiros. Claro que eles são as estrelas! No entanto, estão inseridos em uma ampla rede composta por percussionistas, técnicos de estúdio, proprietários de forrós, jornalistas, produtores e até mesmo pesquisadores, como é o meu caso. Entre estas pessoas, algumas se destacam devido a representatividade que desempenham ou desempenharam neste ambiente. É o caso do pernambucano Enock Lima.
O mundo artístico da sanfona de oito baixos não é composto apenas por sanfoneiros. Claro que eles são as estrelas! No entanto, estão inseridos em uma ampla rede composta por percussionistas, técnicos de estúdio, proprietários de forrós, jornalistas, produtores e até mesmo pesquisadores, como é o meu caso. Entre estas pessoas, algumas se destacam devido a representatividade que desempenham ou desempenharam neste ambiente. É o caso do pernambucano Enock Lima.
Difícil definir a atuação de Enock. Fundamentalmente, ele é um zabumbeiro, embora também toque de forma apreciável outros instrumentos de percussão. Porém, sua atividade no mundo do forró se estende a outros domínios.
Nascido em Recife, no dia 16 de dezembro de 1948, como diz o próprio Enck, "Nasci no Barro e fui criado no Totó", se referindo ao bairro onde passou a infância.
O envolvimento de Enock com a música começa no âmbito familiar. Seus pais, José Ferreira Lima (1897 - 1986) e Josefa Maria Lima eram amigos pessoais de Luiz Gonzaga. Enock se recorda de quando ainda era menino, e o Rei do Baião aparecia para passar a tarde com seus pais. Embora seu pai fosse extremamente religioso, abria uma exceção na companhia de Gonzaga, e assim que o Rei do Baião chegava, pedia para o menino Enock atravessar a rua e ir até a venda da esquina comprar duas cervejas para Gonzagão. Como lembra Enock, "ele era de casa e nós nem sabiamos da importância dele". A amizade entre seu pai e Gonzagão foi selada por uma parceria, a marcha "Vou pra roça", que talvez tenha ficado um pouco eclipsada por ser o lado A do disco de 78 rotações, que trazia no lado B, nada mais nada menos do que "Asa Branca".
O envolvimento de Enock com a música começa no âmbito familiar. Seus pais, José Ferreira Lima (1897 - 1986) e Josefa Maria Lima eram amigos pessoais de Luiz Gonzaga. Enock se recorda de quando ainda era menino, e o Rei do Baião aparecia para passar a tarde com seus pais. Embora seu pai fosse extremamente religioso, abria uma exceção na companhia de Gonzaga, e assim que o Rei do Baião chegava, pedia para o menino Enock atravessar a rua e ir até a venda da esquina comprar duas cervejas para Gonzagão. Como lembra Enock, "ele era de casa e nós nem sabiamos da importância dele". A amizade entre seu pai e Gonzagão foi selada por uma parceria, a marcha "Vou pra roça", que talvez tenha ficado um pouco eclipsada por ser o lado A do disco de 78 rotações, que trazia no lado B, nada mais nada menos do que "Asa Branca".
Alguns anos mais tarde, o jovem Enock ficava, segundo suas próprias palavras, "bisbilhotando" os sanfoneiros de oito baixos, sobretudo no bairro de Jaboatão dos Guararapes e Vitória de Santo Antão. Esta aproximação acontece no início de sua adolescência: "Eu era garoto, tinha os meus treze, quatorze anos".
Sua primeira oportunidade profissional acontece por volta desta época, através de J. Austragésilo, que admite o jovem na Rádio Clube de Recife, para trabalhar no cargo de sonoplasta. Foi nesta emissora que Enock conheceu Martins do Pandeiro e Martins da Sanfona (mais tarde conhecido artisticamente como Tony Martins). Enock se tornaria o "regra três" do conjunto "Os Cabras do Baião". Para quem não sabe, chamava-se "regra três" ao músico substituto que eventualmente assumia o lugar de algum músico efetivo que, por algum motivo, não podia se apresentar. Nesta mesma época, Enock conheceu um jovem e talentoso sanfoneiro por nome de Heleno, que se tornaria muito conhecido através do nome artístico de "Truvinca", dado por Zé Calixto.
Em seguida, começa a trabalhar no grupo "Pereirinha e seus capangas". Dissolvido o grupo, Enock acompanha o fluxo migratório para o Sudeste, fixando-se no Rio de Janeiro por volta de 1965.
No Rio, surge a oportunidade de trabalhar com Luiz Gonzaga como "divulgador particular", substituindo José Sabino, que havia se afastado do cargo. Deste modo, Enock assume este emprego na RCA-Victor. Segundo Enock, na época ainda não havia sido institucionalizado o jabá, pecúnia desembolsada pelas gravadoras e/ ou produtores para as emissoras de rádio. No entanto, o estreito contato entre Enock e Gonzaga, fez com que o trabalho de divulgador abarcasse outros domínios. Enock se tornaria uma espécie de "faz-tudo" do Rei do Baião: "secretário, atendedor de telefone, carregador de estojo de acordeom, motorista".
Através de Gonzaga, Enock conheceu Severino Januário, com quem tocou e gravou na decada de 1970.
Depois de 12 anos, Enock foi despedido por Helena, esposa de Gonzaga, devido a um envolvimento com uma empregada doméstica da casa. A história que hoje é lembrada com certo humor por Enock, custou-lhe o trabalho ao lado do rei do baião. Arroubos da juventude...
Outro passo importante no percurso de Enock foi o trabalho ao lado do lendário sanfoneiro paraibano Abdias. Ao lado deste grande músico, Enock permaneceu até 1991, quando Abdias foi vítima de um enfarte. As lembranças com o "mago da sanfona" são marcantes, revelando uma grande amizade entre os dois músicos. "É um maestro com uma batuta na mão do estilo nordestino". Enock também chama a atenção para a inventividade de Abdias, que se reflete não apenas nas músicas como nas capas dos discos.
Também trabalhou como ritmista em orquestras de baile e cantores populares. Neste tempo, fez de tudo um pouco, até letras de jingles para políticos.
De alguns anos para cá, se dividiu entre muitas atividades, entre as quais, o programa "FoleViola", que rompe as auroras pela rádio MEC, apresentado por Adelzon Alves, do qual Enock é colaborador e ex-assistente.
De alguns anos para cá, se dividiu entre muitas atividades, entre as quais, o programa "FoleViola", que rompe as auroras pela rádio MEC, apresentado por Adelzon Alves, do qual Enock é colaborador e ex-assistente.
Continua transitando pelo mundo do forró entre Rio de Janeiro e Recife. Quem o conhece, sabe que ele é um excelente contador de histórias, memória viva do forró, sobretudo no que tange a sanfona de oito baixos. E também guarda, além das recordações, muitas músicas inéditas, como um forró composto em homenagem ao sanfoneiro Truvinca.
Enoque, seu filho Jerry e Abdias. Foto tirada na casa de Enock, em 1987 (Arquivo pessoal de Enock Lima)
Enock e Leo Rugero em Recife, 2009 - Acervo Pessoal de Leo Rugero
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