19 de set. de 2010

Landinho Pé de Bode - "Meu Canarinho, minha beija-flor"

10 de jun. de 2010

acervo de 8 baixos

     Sem sombra de dúvida, o blog forró em vinil, é, atualmente, o maior acervo de discos de sanfona de 8 baixos na Internet. Além da garimpagem de seus proprietários, os djs Ivan e Tick, o blog conta com muitos colaboradores, como o sergipano Everaldo Santana - que é dono de uma coleção impressionante de sanfoneiros radicados em São Paulo. Eventualmente, também colaboro com este site, pois acredito na importância da disponibilização deste material fora de catálogo produzido por músicos que trafegam à margem das vias principais de veiculação musical, como é o caso de Truvinca, grande sanfoneiro pernambucado radicado no Rio de Janeiro, que merece ser ouvido, pura e simpesmente, pela qualidade intrínseca de seu trabalho .
http://www.forroemvinil.com/?attachment_id=16779

2 de jun. de 2010

Escola de sanfona de 8 baixos de Caruaru

Já está no ar o site da escola de sanfona de 8 baixos de Caruaru. Para acessar, basta clicar no link abaixo:
http://www.escoladesanfonade8baixos.com.br/

26 de mai. de 2010

Encontro de Sanfoneiros de Teresópolis

Embora o foco específico deste blog seja a sanfona de 8 baixos, abro aqui uma exceção para noticiar este encontro de sanfoneiros de Teresópolis, do qual já participei por duas vezes - em 2007 e 2008. A sanfona de 8 baixos, pouco praticada na região serrana, tem contado com poucos participantes no evento. Timbira, talvez o único sanfoneiro de 8 baixos atuante em Teresópolis, comparece anualmente ao encontro, tendo sido o homenageado no ano de 2008.


29 DE MAIO DE 2010

Local: Calçada da Fama
Horário: a partir das 17:00 horas

Segundo as palavras de Cândido Neto, atual organizador e apresentador do evento,
"O encontro deste ano contará a participação oficial de 13 sanfoneiros (acordeonistas) de toda a região serrana abrangendo a princípio Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, São José do Vale do Rio Preto, Rio de Janeiro, dentre outros".
Ao final do encontro, como tem ocorrido desde a primeira edição, "Asa Branca" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, deverá ser tocada por todos os participantes na tonalidade de dó maior.
Links fornecidos por Candido Neto:

Bau dos 8 baixos - Festa nordestina

iscos





Bau dos 8 baixos era o nome artístico de Sebastião Morais, sanfoneiro paraibano que teve intensa carreira discográfica, sempre dedicando-se à sanfona de 8 baixos. Era conhecido por suas performances circenses, sendo capaz de dar até saltos mortais enquanto tocava! No entanto, independentemente de sua performance espalhafatosa, era um virtuose dos 8 baixos, autor da música "Botão Variado", imortalizada por Abdias em album homônimo.
"Festa nordestina" é um álbum de 1979, lançado pelo selo Itamaraty. Com direção artistica de Pedro Sertanejo, este disco segue a "receita" de outros álbuns de Bau dos 8 baixos. Temas predominantemente modais, de forte sabor nordestino, interpretados com muita energia.
O acompanhamento, (por sinal excelente), é constituido por violão de 7 cordas, cavaquinho e percussão. Infelizmente os músicos não foram creditados na contra-capa, como era de costume nas produções de forró daquela época. Um disco predominantemente instrumental, recheado com algumas canções entoadas por coro feminino.


Vale a pena a escuta deste raro álbum.

22 de mai. de 2010

V Encontro de sanfoneiros de Teresópolis


Anualmente, desde 2006, ocorre no mês de maio, o Encontro de sanfoneiros de Teresópolis. O evento é amparado pelo SESC - Teresópolis, e desde 2008, tem como curados, Genivaldo Gomes Candido, sanfoneiro teresopolitano, com atuação sobretudo na área didática. Reunindo sanfoneiros dos 8 aos 80 baixos, o Encontro já faz parte da programação cultural Teresopolitana. No cartaz deste ano, uma fotografia do Encontro de 2007, no qual me apresentei com a minha sanfona de 8 baixos Universal em afinação diatônica D/G, conforme se pode observar na foto acima.

Para quem estiver pela serra, a quadrilha é certa!

V Encontro de sanfoneiros de Teresopolis
Local: Calçada da fama - centro de Teresopolis
horário: 17hs

20 de mai. de 2010

sampleando os 8 baixos

Volta e meia, algum blog ou site transcreve algum trecho do artigo "A sanfona de 8 baixos e a música instrumental". Não vejo isso como algo problemático, ao contrário, considero um dado positivo. Contudo, apenas suplico aos mesmos blogs e sites, que citem as fontes. O autor e o título da obra devem ser creditados. Disponibilizo todos os meus textos, mas exigo os créditos, ao menos os créditos...

22 de abr. de 2010

Gerson Filho - 1971




Gerson Argolo Filho foi um grande sanfoneiro, natural de Penedo, município histórico de Alagoas.Um dos pioneiros da sanfona de 8 baixos a profissionalizar-se, talvez a principal característica de Gerson Filho tenha sido sua fidelidade à afinação natural, pouco utilizada pelos sanfoneiros nordestinos. Embora seu trabalho tenha sido associado às quadrilhas juninas - a coletânea Quadrilha brasileira(1967), é talvez o único álbum de um sanfoneiro de 8 baixos que esteja em catálogo permanente -  a obra deixada por Gerson Filho abrange o vasto universo ritmico do forró instrumental.
Este álbum homônimo de 1971 foi lançado pelo selo Musicolor (Continental), e  sabemos muito pouco a respeito destas gravações.  Na ausência de ficha técnica (o que era comum nos álbuns do gênero), o único músico reconhecível no disco é a cantora Clemilda, dona de voz rasgada e marcante, além de esposa de Gerson, que mais tarde enveredaria pelo forró de duplo sentido, tornando - se uma recordista de vendagens com Prenda o Tadeu.
Entre os destaques do disco, o xote No resfolego da sanfona, onde a introdução é tocada unicamente pela mão esquerda, isto é, pelos baixos, recurso utilizado de maneira recorrente por Gerson Filho.
O que estabelece certa homogeneidade a este LP é a ausência de instrumentos de harmonia no acompanhamento. Assim, a sanfona é secundada unicamente por instrumentos de percussão caracteristicos da música popular nordestina, como o zabumba, o triângulo e o gonguê.


boa escuta!



http://www.4shared.com/file/b3OUZ1ov/gerson_filho_-_1971.html

1 de abr. de 2010

Escola de Sanfona de oito baixos de Caruaru

mensagem enviada pelo amigo João Bento, produtor de Heleno dos 8 baixos e um dos idealizadores da primeira Escola de Sanfona de 8 baixos do Brasil.


http://www.diatonic-news.com/#art299
Brasil inaugura sua primeira Escola de Acordeon Diatônico de 8 Baixos - Caruaru/Brasilby Holda Paoletti-Kampl
Saudações a todos!
João Bento

9 de mar. de 2010

fotos da inauguração







Acima, algumas fotografias enviadas por João Bento, registrando a inauguração da Escola de Saanfona de 8 baixos de Caruaru, no dia 04 de março. Fotos de Antonio Preggo. Em sequência: Palestra de João Bento; A equipe envolvida com o projeto; Heleno dos 8 baixos tocando em sua bela sanfona Hohner modelo Erica;

8 de mar. de 2010

Inauguração da primeira escola de sanfona de 8 baixos


Prezados amigos,


foi com grande alegria que recebi a comunicação do designer, publicitário e produtor cultural João Bento, sobre a inauguração da primeira escola de sanfona de 8 baixos no Brasil, a Escola de sanfona de 8 baixos de Caruaru. Dirigida pelo músico Valdir Santos, terá como professor de sanfona, Heleno dos 8 baixos, um dos maiores expoentes do instrumento, e, em certo sentido, o embaixador da tradição nordestina da sanfona de 8 baixos  na Europa. Segundo João Bento, "Há 10 anos que (e isso ocorreu todos os anos) organizamos uma turnê na França para Heleno, onde ele toca, junto com a sua família, em muitos festivais importantes. Tem turnê que ele chega a fazer até 25 Shows. Já tocou no dia da Independência da França, em Nantes, a pedido do Prefeito o Hino Francês em ritmo de Forró e ao som da Sanfona de 8 Baixos".
Em 2007, quando dei o pontapé inicial em minha pesquisa etnográfica sobre a tradição da sanfona de 8 baixos na região nordeste, uma das questões que me chamaram a atenção de imediato, foi a ausência de pólos irradiadores da tradição. Praticamente não haviam mestres dispostos à ministrar seus conhecimentos. Ou, invertendo o raciocínio, não haviam alunos dispostos a aprender. A pequena sanfona de botões era evocada como instrumento em extinção, seus principais solistas esquecidos, distante dos refletores. Porém, dado a iniciativa isolada de alguns espíritos apaixonados, cada qual trabalhando à seu modo, e com suas ferramentas disponíveis, a realidade parece se modificar gradualmente.

A primeira oficina de sanfona de 8 baixos, ministrada por Luizinho Calixto, no Memorial Luiz Gonzaga em 2008, foi um marco decisivo, impulsionado pela historiadora Leda Dias e pelo jornalista Anselmo Alves. Juntamente com a oficina, veio o primeiro método,  tentativa pioneira de sistematização desta prática eminentemente oral.

Agora, esta alvissareira boa-nova, que foi a inauguração de um espaço inteiramente destinado ao instrumento, no importante município de Caruaru, que carrega o título de capital do forró. Fogos de artifício! São João em plena quaresma...

e os melhores votos para esta iniciativa.

17 de fev. de 2010

***ZÉ HENRIQUE DOS OITO BAIXOS***

transcrevo abaixo, com toda licença, as palavras de Adão Sanfoneiro, divulgando outro bom sanfoneiro, Zé Henrique.

ZÉ HENRIQUE OITO BAIXOS;
AFINADOR DE SANFONAS, FAZ TRNASPORTAÇÃO DE OITO BAIXOS NATURAL P/SI BEMOL AFINAÇÃO NORDESTINA. TEL; 29614572 SP
AMIGO DE ADÃO SANFONEIRO, BOM PIAUIENSE DE SÃO RAYMUNDO NONATO, HOJE SERIA DE DOM. INOCÊNCIO PIAUI.

ZÉ HONÓRIO DOS OITO BAIXOS


Graças ao Adão, de São Paulo, temos
a imagem de uma performance de Zé Honório, hábil mestre da sanfona de 8 baixos, residente, há muitos anos, em São Paulo.
http://www.youtube.com/watch?v=EO4qbgWMCO8

26 de jan. de 2010

Zé Alves - O rei do calango




Embora a sanfona de 8 baixos seja muito utilizada no calango, raros sanfoneiros de 8 baixos relacionados à esta expressão musical, registraram seus trabalhos em disco. Mesmo a etnografia relacionada ao gênero, tem deixado poucos registros. Ao longo do tempo, tenho conhecido alguns sanfoneiros enraizados no calango. O saudoso João Torquato foi um ás, Carmindo, é outro. No entanto, os únicos registros destes sanfoneiros, por exemplo, são algumas gravações de minhas pesquisas de campo, que aos poucos, eu tenho disponibilizado no Youtube. Esta ausência discográfica de calangos e calangueiros é fruto de uma série de fatores. Primeiramente, esta expressão musical se mantém entre as “tradições orais que se transmitem em circuitos independentes do mercado” (Travassos, 2002:75). Em segundo lugar, é difícil apreender o calango em uma gravação. Como bem explica Rosa Maria Zamith, " a palavra calango não designa somente 'gênero musical' como ainda 'baile rural', 'forma poética', 'dança' e 'canto de trabalho' para amenizar atividades rurais como capinar e roçar"(Zamith, 1987). Eu acrescentaria, passado duas décadas, que o calango ameniza as atividades profissionais da periferia urbana, onde também (sobre)vive, ainda que discretamente. A sanfona de 8 baixos do calango está diretamente relacionada aos elementos enumerados por Zamith. Nos ponteados em terças, sextas, carregados de malícia, se espelham a antiga dança , que, para alguns, evoca alguém que estivesse "juntando café no terreiro". Na melopéia dos cantadores, segundo as linhas (rimas) e leras (versos). Um calango 'acontece', não há programa fixo, tudo depende do momento, de quem esteja participando, desde os calangueiros aos ouvintes.



Zé Alves - O rei do Calango, é um disco lançado em 1983 pelo extinto selo Unacam, e se distingue, por ser uma tentativa de comercialização de um solista de 8 baixos voltado para essa modalidade. Provavelmente, Zé Alves é natural de Minas Gerais, já que existem diversas referências à Minas nos títulos das músicas, como "De Minas à Maceió", "Calango mineiro", Calango na BH". Seu estilo é envolvente, apresentando domínio completo do instrumento neste gênero musical. Além dos calangos propriamente ditos, também há um xote, uma valsa e uma rancheira, gêneros que muitas vezes se misturam ao repertório dos calangueiros tradicionais. A julgar pela fotografia da capa e pela sonoridade da gravação, Zé Alvez utilizou uma Todeschini em afinação natural no registro de mi bemol/lá bemol. Há o predominio do ponto liso, isto é, utilização da tonalidade da carreira externa - Mi bemol. Não há uso de tonalidade menor. O predominio do modo maior so é quebrado na faixa "De Minas à Maceió", onde uma sétima abaixada caracteristicamente nordestina dá o "tempero" diferenciado à composição, justificando o nome da capital de Alagoas ao título.
Mesmo nos momentos em que Zé Alves apoia-se na tradição oral, o realiza de maneira própria, adaptando as frases com criatividade e iventividade. Destacaria a faixa "Calango Mineiro", que demonstra todo o seu virtuosismo. O acompanhamento traz dois violões - um nas "baixarias", e outro, atuando de forma contrapontística ou ritmica, um cavaquinho e percussões - reco-reco, afoxé, triângulo e zabumba. A ficha técnica omite o nome dos percussionistas. O único músico do qual tenho alguma referência é o cavaquinista Pedrinho, que gravou alguns discos nos anos 80. Quem puder, por favor, me dê alguma pista quanto aos músicos participantes desta gravação, sobretudo o solista Zé Alves, do qual não tenho informação biográfica alguma.E ficam as perguntas: - Onde vive Zé Alves? Gravou algum outro disco? Ainda está em atividade profissional"?
Boa audição!
fontes bibliográficas:
Travassos, Elizabeth.Esboço de balanço da etnomusicologia no Brasil. Opus 9. ANPOM, dezembro, 2003.
Zamith, Rosa Maria. Calango - RJ. Documentário Sonoro do folclore brasileiro 44. Rio de Janeiro:Funarte, 1987.
Zé Alves - O rei do calango
Unacam
1983
Zé Alves - sanfona de 8 baixos
Tupy e Vicente - violões
Pedrinho - cavaquinho
Pirulito - baixo
Lado A
01 - Dançando no terreiro ( Zé Alves - Pitangui)
02 - De Minas à Maceió (Zé Alves - Antônio Ramos)
03 - A valsinha do vovô (Zé Alves - Pitangui)
04 - Calango mineiro (Zé Alves - Pitangui)
05 - Brincando com a 8 baixos ( Zé Alves - Pitangui)
06 - Pisando miúdo (Zé Alves e Pitangui)
Lado B
07 - Calango de Santa Bárbara (Zé Alves e itangui)
08 - Xote do Tetéo (Lico)
09 - Calango na BH (Zé Alves - Pitangui)
10 - Calango em Monte Verde ( Zé Alves - Pitangui)
11 - Calango manhoso ( Zé Alves - Pitangui)
12 - Descendo a serra (Zé Alves - Pitangui)

25 de jan. de 2010

Geraldo Correia


Entrevista de Geraldo Correia para o programa Diversidade.

21 de jan. de 2010

berganha


Terça - feira passada, dia 19 de janeiro, fui, com os amigos Carmindo e Mineiro, à casa de Nelsinho, calangueiro afiado no verso, em Moura Brasil, distrito do município de Três Rios. Entre os objetivos da visita, trocar dois dedos de prosa, tocar um bocadinho e berganhar.
Mineiro e Nelsinho são berganhistas natos, e é interessante acompanhar este processo de troca de instrumentos, onde se berganham ( ou barganham) objetos por outros, e a negociação depende da esperteza e raciocínio para levar vantagem no negócio. Aquele que é derrubado na negociação, "leva uma manta", como se diz na expressão nativa.

Também foi muito agradável ouvir a envolvente interpretação de Carmindo na sanfona de 8 baixos. Calangos, xotes e mazurcas, essência do estilo mineiro, com fole puxado (galeio), e uma sonoridade "cheia", recheada de acordes e notas duplas. Nelsinho, com sua verve, destilou versos, documentando em tempo real nossa visita, criando uma narrativa cotidiana. Carmindo participa ativamente da berganha, não quanto à negociação, mas como uma espécie de experimentador das sanfonas, testando e verificando a qualidade das mesmas.

Bela tarde que ficará em nossas memórias. Querem saber como foi a barganha? Só pagando pra ver...

11 de jan. de 2010

Camarão em 8 baixos




Embora Camarão seja reconhecido como um dos maiores mestres do acordeom de 120 baixos, tendo recebido, inclusive a honraria de Patrimônio vivo de Pernambuco, devido à quantidade ( e qualidade) de serviços prestados à música deste estado, é bem verdade que deu o pontapé inicial de sua carreira discográfica, através da sanfona de 8 baixos.



Corria o ano de 1964, e com o impacto causado pelas gravações de Abdias e Zé Calixto no Rio de Janeiro, o selo Mocambo, sediado em Recife, também investiu na produção de discos de sanfona de oito naixos. Reginaldo Alves Ferreira, que já era conhecido como Camarão e já havia adotado o acordeom de 120 baixos como principal instrumento, foi um destes músicos.
 Segundo nos conta o próprio Camarão, ele adquiriu uma sanfona de 8 baixos em afinação natural duas semanas antes das gravações, e preparou o repertório, compondo músicas especialmente para o disco. A gravação ocorreu ao vivo, segundo ele mesmo conta, "num sistema precário", com apenas um microfone condensador captando o conjunto. No entanto, o resultado esplêndido desta empreitada, deu luz ao disco " Lá vai brasa". É interessante notar que, à parte das caracteristicas de afinação natural, a sanfona de Camarão soa no estilo nordestino da afinação transportada.
No site Forró em Vinil, há uma pequena matéria sobre este disco.