Nesta reportagem,alguns flashes documentário "Arlindo dos 8 baixos - o mestre do Beberibe" e alguns pareceres de figuras significativas da cena cultural pernambucana. Destacaria a frase de Anselmo Alves: "Essa história não é nossa, é do mundo".
Espaço reservado para a divulgação de informações e estudos sobre a sanfona de 8 baixos no Brasil. The brazilian eight basses button accordion blog. fole de 8 baixos, gaita-ponto de 8 baixos, acordeón diatónico, accordéon diatonique, diatonic accordion, acordeon diatônico etc.
28 de out. de 2009
CENA LIVRE Marcos Santtana no lanç Doc Arlindo dos Oito Baixos
Nesta reportagem,alguns flashes documentário "Arlindo dos 8 baixos - o mestre do Beberibe" e alguns pareceres de figuras significativas da cena cultural pernambucana. Destacaria a frase de Anselmo Alves: "Essa história não é nossa, é do mundo".
27 de out. de 2009
Anselmo Alves e Leda Dias
19 de out. de 2009
MIGUEL JANUÁRIO DA COSTA
Sempre me encanta descobrir um novo mestre da sanfona. E o youtube, enquanto canal de difusão de vídeos que independe, em certo sentido, de uma relação de atravessadores culturais, permite uma circulação mais ampla do que aquela imposta pelas antigas leis de restrição mercadológica. A cada dia que passa, surgem nomes restritos a estreita circulação local, aonde trafegam anonimamente. Este senhor Miguel Januário da Costa é um destes.Neste video, postado por José Lobo Januário, fiquei a indagar sobre o lugar - aonde foi gravado, os sanfoneiros - há momentos em que há 3 ou 4 deles, e em que circunstância - foi um encontro casual ou programado? Quais são ( e de quem são) as músicas que tocam.Enquanto não tenho as respostas, vou curtindo este forró...
MIGUEL JANUÁRIO DA COSTA
Sempre me encanta descobrir um novo mestre da sanfona. E o youtube, enquanto canal de difusão de vídeos que independe, em certo sentido, de uma relação de atravessadores culturais, permite uma circulação mais ampla do que aquela imposta pelas antigas leis de restrição mercadológica. A cada dia que passa, surgem nomes restritos a estreita circulação local, aonde trafegam anonimamente. Este senhor Miguel Januário da Costa é um destes.Neste video, postado por José Lobo Januário, fiquei a indagar sobre o lugar - aonde foi gravado, os sanfoneiros - há momentos em que há 3 ou 4 deles, e em que circunstância - foi um encontro casual ou programado? Quais são ( e de quem são) as músicas que tocam.Enquanto não tenho as respostas, vou curtindo este forró...
10 de out. de 2009
29 de set. de 2009
Heleno dois 8 baixos
Heleno dos 8 baixos é um dos mais destacados sanfoneiros em atividade no Brasil. Neste interessante video postado por chikynuaj, temos a performance de Heleno acompanhado por sua familia - esposa e filhos, na percussão, fazendo um forró arretado tendo como pano de fundo a Torre Eifel.Provavelmente este video foi gravado durante a estada de Heleno em Paris, no ano do Brasil na França.
Arrocha tocador!
19 de set. de 2009
xote
Carmindo Alves da Silva, natural de Rochedo - MG, e radicado em Petropolis - RJ, é um dos poucos sanfoneiros em atividade na região serrana. Embora não tenha se profissionalizado, é um represantante da sanfona de 8 baixos no estilo calangueado, típico de Minas e interior do Rio de Janeiro. As terças paralelas, a harmonia entre a tônica e a dominante, os arpejos, e os adornos são algumas caracteristicas evidenciadas neste video. Aqui, Carmindo toca em sua casa, no bairro Nova Cascatinha, em Petropolis, uma scotish (xote). Esta, entre as danças de salão européias do seculo XIX parece ser a mais disseminada pelo Brasil, apresentado diferentes inflexões quanto à interpretação, aclimatando-se ao ritmo orgânico de cada região.
são João - Forró dá o tom nas escolas do Recife
O estímulo à revalorização da arte da sanfona de 8 baixos. Maria Piedade Araújo, educadora recifense aponta algumas estratágias em sala de aula - o resgate da história da sanfona, o resgate da história do baile, a importância do forró, seus instrumentos e repertório. E a oportunidade das crianças de visitarem o "forró do Arlindo".
12 de set. de 2009

Porém, a continuidade de uma tradição musical pode vigorar por maneiras insuspeitáveis. Em minha breve estada em Recife, em agosto último, tive a oportunidade de assistir à dois exímios acordeonistas de 120 baixos: Cicinho do Acordeon e Marcelo de Feira Nova. Tanto na prática musical de um, como de outro, as sementes do fole de 8 baixos estão presentes, trazendo não apenas o vasto repertório, bem como técnicas e efeitos que afloraram na obra de mestres da sanfona de 8 baixos, como Gerson Filho, Abdias e Zé Calixto. Ainda que podemos considerar que o instrumento esteja em desuso, a musicalidade imanente, que foi registrada em fonogramas ao longo de seis décadas, é uma verdadeira escola do forró instrumental e servirá de referência dos futuros instrumentistas, seja quais foram os seus instrumentos - um acordeom de 120 baixos, uma guitarra, um saxofone...
29 de ago. de 2009
Feira de Mangaio - Marinho do Acordeon e Zé Henrique.
Alguém sabe algo a respeito de Zé Henrique? Só sei que ele mora em São Paulo - exatamente aonde não sei - toca sanfona de 8 baixos, tendo já gravado ao menos um disco, e também é artesão, consertando e reparando acordeons. Quem souber algo mais deste valioso sanfoneiro, por favor, dê noticias.
Obrigado
24 de ago. de 2009
indo e voltando
29 de jul. de 2009
A bordo do navio

23 de jul. de 2009
Orquestra Sanfonica no Globo Comunidade
A Orquestra sanfônica de 8 baixos, organizado por sanfoneiros do municipio de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, é um dos principais indícios do refortalecimento da prática do fole de 8 baixos na região nordeste.
Agradecimentos à excelente postagem de Gilgeraldo.
14 de jul. de 2009
além - fronteiras
Estas não são apenas regiões geográficas, mas sobretudo, territórios imaginários carregadas de sentido identitário. Os movimentos migratórios nordeste-sudeste constituem um exemplo vivo deste processo.
Notei também, certo "etnocentrismo", que se torna em impecílio para que uns vejam aos outros, e do mesmo modo, uns vejam-se nos outros. "Trata-se de um jogo sutil de toma-lá-dá-cá, uma supervalorização de sua cultura, dentro de uma aparente anomia"(1992:33). Entre os sanfoneiros de cada região, tenho observado uma generalizada falta de interesse na música produzida pelo "outro", entendendo aqui o outro, como aquele que é oriundo de outra região.Em alguns casos, este desinteresse conduz à depreciaçao da arte alheia, não só por ser a arte do "outro", como por estar-se alheio à ela. Claro que falo em termos gerais, deixando escapar honrosas exceções.
Se, por um aspecto, este isolacionismo permitiu a construção de músicas com fronteiras tão nitidas quanto são as fronteiras geográficas, por outro lado, observo, em muitos momentos, uma tendência epigonal, (como a cobra que morde o próprio rabo), não permitindo o diálogo potencializado pela revolução digital e a fluidez que poderia se estabelecer no descentramento inter-regional, possibilitando novos lugares, não mais delimitados por uma identidade, mas por várias identidades.
Talvez esta reflexão seja possível (ou impossível) mediante o lugar em que ocupo neste diálogo. Um lugar do "sujeito pós-moderno", "não tendo uma idetidade fixa, essencial ou permanente"(2006:12), ocupando este lugar "itinerante"onde a identidade torna-se uma força móvel, menos biológica e mais histórica. Como estudioso da sanfona e sanfoneiro, minha natividade é itinerante: não sou gaúcho da fronteira, nem nordestino, quanto menos mineiro. Transito entre estas identidades que travam lutas acirradas entre si.
Meu olhar ( e minha escuta) transitam entre fronteiras, e como tal, proponho uma trégua, um entreouvir-se, como nova possibilidade estética. E retomo a pergunta formulada há quas três décadas atrás pelo compositor Tom Zé: - Com quantos quilos de medo se faz uma tradição?
Referências:
Hall, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro, DP & A Editora, 2006.
Settl, Klza. Questões reltivas à autoctonia nas culturas musicais indígenas da atualidade, consideradas no exemplo Mbyá-guarani. Revista Brasileira de música. Rio de Jneiro, 20:33-41, 1992-93.
ABORDAGEM PRÁTICA NA GAITA PONTO
Daltro Vieira da Rosa, musico catarinense, leciona há cerca de dez anos a arte da gaita-ponto de 8 baixos. Lembrando que "gaita" é a denominação sulista para o instrumento que nas regiões sudeste, cantro-oeste e nordeste, é mais conhecida como sanfona.
Nesta pequena lição introdutória, Daltro ensina a escala de dó maior na afinação diatônica brasileira (afinação natural).
7 de jul. de 2009
Hermeto Pascoal toca no Showlivre.com/2004
A música interpretada por Hermeto Pascoal e Aline Morena neste vídeo, é "Garrote". Hermeto, teve a sanfona de 8 baixos como primeiro instrumento, embora ao longo de sua carreira tenha a utilizado raramente. A partir de "Festa dos Deuses"(Selo Radio MEC, 1999), é que Hermeto retoma a "pé-de-bode", que está entre as suas mais profundas raízes musicais.
A afinação utilizada por Hermeto, é a "natural", afinação diatônica típica do Rio Grande do Sul.É uma adaptação da afinação diatônica italiana. Em Alagoas, onde nasce Hermeto, é uma afinação muito difundida, a julgar por outros sanfoneiros alagoanos como Gerson Filho, Edgar dos 8 baixos e Robertinho dos 8 baixos.
No caso de Hermeto, é interessante notar o uso que faz do instrumento. Ainda que se apoie na técnica tradicional, Hermeto consegue, como sempre parece conseguir, sair pela tangente, encontrar uma brecha para algum lugar desconhecido, ou melhor, pouco conhecido. Aqui, parece que este "lugar" é o compasso de sete tempos, incomum na cultura musical brasileira de modo geral.
13 de jun. de 2009
Encontro de sanfoneiros de 8 baixos
Hoje ocorre mais um evento que marca a revalorização da sanfona de 8 baixos.Malogrado duas décadas em que o instrumento chegou ao limite de ser colocado como em vias de extinção, ressurge gradualmente o interesse na prática da sanfona de 8 baixos. Assim, criam-se novas possibilidades para os profissionais da sanfona na área de educação musical, transmitindo seus saberes, bem como, na área da prática, onde surgem novos espaços e projetos de formação de uma nova platéia e reintegração de uma platéia antiga, mas que andava carente de apresentações de sanfoneiros.
Este Encontro de sanfoneiros de 8 baixos, promovido pelo IPAC - Instituto de Patrimônio artistico e cultural da Bahia, é de suma importância, estando inserido neste contexto da revalorização. Estarão presentes, Zé Calixto e Luizinho Calixto, dois grandes mestres do fole de 8 baixos, oriundos de Lagoa Seca, Paraiba. Zé é um dos últimos remanescentes da "geração de ouro" dos 8 baixos, e soma 50 anos recém-completos de carreira profissional. Luzinho, seu irmão, inicialmente discipulo de Zé Calixto, tomou um rumo proprio, incorporando novas influ^encias como a Bossa-Nova.
Atrações inusitadas são Landinho pé-de-bode, que reside na histórica Canudos, e Rato Branco, um virtuose que andava sumido dos grandes palcos.
Parabéns à prefeitura da Bahia pelo valoroso acontecimento!
6 de jun. de 2009
Geraldo Correia
Geraldo Correa é um destacado sanfoneiro pernambucano. Iniciou sua carreira fonográfica no Rio de Janeiro, por intermédio de Jackson do Pandeiro, em 1964, pela gravadora Philips, que na ocasião investia em valores da sanfona como Zé Calixto. No entanto, sua carreira principia bem antes, nas feiras e cabarés de sua terra natal, Campina Grande. O depoimento acima é de grande importância, pois atualmente este músico octogenário vive distante dos palcos, sendo um dos ultimos remanescentes da "geração de ouro" dos 8 baixos.