21 de abr. de 2015

Camarão (1940 - 2015)

Reginaldo Alves Ferreira, artisticamente conhecido como "Camarão" foi uma das maiores expressões do acordeon nordestino. Nascido em Brejo das Almas, Pernambuco, em 23 de junho de 1940, vindo a falecer hoje, 21 de abril de 2015, em Recife, onde residia com a esposa, no bairro de Areias.
Além de inventivo acordeonista, Camarão era compositor e professor, sendo um dos poucos mestres que conjugava o aprendizado de tradição oral com a escrita musical, era adepto do método do acordeonista carioca Alencar Terra, fato que só é conhecido por aqueles que com ele estudaram.
Tive a oportunidade de conhecer Camarão em 2009, quando visitei-o em sua residência. Deste primeiro encontro, guardo uma entrevista e algumas fotografias.
Embora tenha sido reconhecido fundamentalmente por sua contribuição como acordeonista e renovador do forró - a primeira "banda"de forró com formação diferenciada, foi um conceito empregado por Camarão nos bailes recifenses da década de 1970, Camarão também era um representante do fole de oito baixos, seu primeiro instrumento.
Seu álbum de estreia, em 1964, intitulado "Lá vai Braza", trazia a baila seu estilo único no fole de oito baixos. Até hoje este disco é uma referência a todos os instrumentistas de fole e se constituiria no único trabalho de Camarão como solista de oito baixos
Em meu livro "Com Respeito aos Oito Baixos"dediquei um subcapítulo ao mestre Camarão, baseado em um depoimento do próprio mestre sobre sua vida e com algumas fotografias que ele havia cedido para que fossem publicadas. Abaixo, transcrevo uma passagem do livro "Com Respeito aos Oito Baixos", que, infelizmente, por motivo de força maior, não chegou às mãos do mestre em tempo hábil. 

Na tenra infância aprendeu a desvendar os segredos da sanfona com o pai, o sanfoneiro e afinador Antônio Neto, a quem acompanhava nos bailes do agreste pernambucano. Segundo Camarão, a afinação transportada era localmente denominada de si-bemol.
Alguns anos mais tarde, Camarão ingressaria na Rádio Jornal do Comércio de Caruaru como acordeonista de cento e vinte baixos. Assim como ocorre com outros instrumentistas, Camarão opta pela sanfona de teclado devido aos recursos harmônicos do instrumento. Até que um dia, surge a oportunidade para gravar um disco pela gravadora Rosenblit. No entanto, conforme ressalta o sanfoneiro, “só queriam oito baixos, era na época que estava naquela febre de Zé Calixto, Geraldo Correia, porque vendia muito. As fábricas não queriam acordeonistas, queriam sanfoneiros de oito baixos”.204
Segundo conta o próprio Camarão, ele adquiriu uma sanfona de oito baixos especialmente para a realização do disco. Com o auxílio de um cavaquinista, preparou os arranjos do repertório que havia sido composto especialmente para o disco em apenas duas semanas antes das gravações. A gravação foi realizada ao vivo, “em um único dia”. Como resultado desta empreitada, nasceu o emblemático disco “Lá vai brasa” pelo selo Mocambo.
O fato mais intrigante deste trabalho, segundo Camarão, se deve ao fato de que ele utilizou uma sanfona em um sistema de afinação desconhecido. Sendo assim, “as músicas foram feitas para aquele instrumento. Se eu fosse pegar em uma sanfona de oito baixos e tentar tocar aquelas músicas da maneira que eu compus, elas não sairiam”. Depois que o disco foi lançado, Camarão se desfez da sanfona de oito baixos, vindo a escolher o acordeon de cento e vinte baixos como seu instrumento de devoção.
Nas palavras de Camarão, “o oito baixos é um instrumento misterioso. Tem várias afinações e é muito difícil de encontrar”. Devido a qualidade intrínseca deste trabalho de estreia, Camarão deixou influente contribuição ao instrumento, admirado inclusive por colegas instrumentistas da estirpe de Zé Calixto e Arlindo dos 8 baixos.



7 de mar. de 2015

Quinka dos 8 Baixos - Coletânea de Sucessos





Publicado em 1 de fev de 2015
https://www.youtube.com/user/eversant...
https://www.youtube.com/channel/UCf3S...

Quinka
dos 8 Baixos (Altino de Oliveira) Nasceu no Município de Ipirá no
Estado da Bahia O Quinka aprendeu a tocar Fole de 8 Baixos com apenas 13
anos de idade. Ipirá é um município onde nasceram diversos Sanfoneiros
de 8 Baixos, cito Zé Henrique dos 8 Baixos, Lene dos 8 Baixos Sinval dos
8 Baixos, Machadinho dos 8 Baixos entre outros, portanto o Quinka teve
chance de estar praticando com o Fole de 8 Baixos. O povo de Ipirá gosta
muito de forró tocado a Pé de Bode, pois é uma tradição antiga neste
município. Por ser um bom Sanfoneiro de 8 Baixos, o Quinka tornou-se
muito conhecido e terminou vindo para são Paulo. Aqui em São Paulo o
Quinka foi convidado para tocar no Forró da Catumbí, Salão de Festas do
Pedro Sertanejo. Não demorou muito para o Quinka fazer parte da equipe
de Artistas efetivos do Pedro Sertanejo. No Ano de 1985 o Quinka gravou o
seu primeiro Vinil pelo Selo Iracema intitulado “O bom baiano” e depois
gravou mais 3 vinís e 2 CDs. Quinka dos 8 Baixos faleceu em Feira de
Santana, no dia 14 de Agosto de 2011 vitima de câncer no intestino.

Chico Paes - Os 8 Baixos de Chico Paes

17 de fev. de 2015

Mais um desabafo...

Até quando seremos esta linda e trágica Belíndia, dos extremos contrastes socioeconômicos?
Hoje, soube que um emérito sanfoneiro cearense,de noventa anos de idade, Chico Paes - condecorado com o título de "mestre da cultura", foi obrigado a vender seu único fole de oito baixos por necessidades econômicas!
Dói no coração fazer parte de um país que negligencia sua cultura de tal maneira, não amparando artistas significativos que circulam à margem da mídia e permitindo que os mesmos veículos midiáticos se tornem, cada vez mais, a última palavra em relação à produção cultural, atribuindo valor de mercado ao que simplesmente desejam atribuir.
Se no Ceará de hoje, o mercado fonográfico é controlado majoritariamente pelo "forró de plástico" - também conhecido por "fuleiragem", isto se deve ao simples fato de que meia dúzia de mega empresários controlam a programação radiofônica das emissoras de rádio e televisão por todo o estado, ignorando tudo aquilo que não seja o tesouro sonoro que é produzido e veiculado por suas empresas.
Como explicar a questão das concessões radiofônicas? Não seria também o caso de uma séria investigação?
Cada vez mais, concordo com as palavras de Maurício Einhorn, que foram divulgadas por Antonio Carlos Jobim: "A saída do músico brasileiro é o aeroporto".

24 de jan. de 2015

Os 8 Baixos do Leo Rugero - por Everaldo Santana



ublicado em 25 de nov de 2013

Leo
Rugero é Cineasta e Músico; há mais de 5 anos que ele está envolvido
com projetos em prol da Sanfona de 8 Baixos. Primeiro escreveu um livro e
agora fez um filme "Com Respeito aos 8 Baixos" onde narra toda a
trajetória da Sanfona de 8 Baixos, passando por Januário pai do Luiz
Gonzaga, João de Deus pai do Zé Calixto, e todos os Sanfoneiro da
Família Calixto. O filme tem as participações de membros da Família
Gonzaga, família Calixto, Abdias, Geraldo Correia, Antonio da Mutuca e
vários outros Sanfoneiros. O filme foi rodado nos Estados de Pernambuco,
Paraíba e Rio de Janeiro. O Leo já apresentou o Filme no Nordeste, Rio
de Janeiro e veio a São Paulo para apresentar o Filme durante o Festival
Rootstok.
Estive com o Leo Rugero no festival Rootstok e senti que
temos algo em comum: gostamos demais da Sanfoninha de 8 Baixos. Ele
começou tocando 8 Baixos com afinação Natural no estilo "Gaita Ponto"
usado no Sul do Brasil. Como ele narra no seu Filme, depois que conheceu
Zé Calixto sua vida mudou e passou a gostar mais ainda do Fole de 8
Baixos. Comprou outra Sanfona e deu para Arlindo dos 8 Baixos fazer o
transporte de afinação no estilo nordestino, a mesma afinação usada pela
grande maioria dos tocadores de 8 Baixos inclusive o próprio Arlindo,
Zé Calixto, Geraldo Correia e muitos outros. Atualmente o Leo toca em
duas afinações diferentes da Sanfona de 8 Baixos e ministra aulas deste
instrumento; ele esta envolvido em um projeto da Secretaria da Cultura
do Rio de Janeiro.
Após sua apresentação no Rootstok o Leo saiu do
palco tocando junto com o Lene dos 8 Baixos numa passeata pelo Parque
até o Auditório onde seria exibido o seu Filme.

O Filme "Com
Respeito aos 8 Baixos" é um presente aos simpatizantes do "Pé de Bode"; o
Leo me presenteou com um exemplar do filme, e ao vê-lo novamente em
casa me emocionei novamente; é um belíssimo trabalho. Parabéns ao Leo e
toda sua equipe de produção.

4 de jan. de 2015

Renato Borghetti - Jazz Brasil 1990

Renato Borghetti (6/2013) 7




Porteira Aberta » Berenice Azambuja » Blc 3

Leo Rugero e Milena Pastorelli - "Xote em fá"(Zé Calixto)



Publicado em 4 de jan de 2015
Léo
Rugero e Milena Pastorelli interpretando uma composição de João de Deus
Calixto - pai de Zé Calixto e Luizinho Calixto, o "xote em fá" durante o
I Encontro com os Oito Baixos realizado no Parque das Ruínas, Rio de
Janeiro, em agosto de 2014.
No acompanhamento, Lars Hockerberg(acordeon), Pacato (Zabumba) e Anderson Sabadine (triângulo).

Léo Rugero - Calango do Irineu





Publicado em 4 de jan de 2015
Em
dezembro de 2012, Léo Rugero concedeu entrevista à jornalista Érica
Magni em sua residência no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro. Na
ocasião, o músico e pesquisador falou sobre sua pesquisa pioneira em
torno do fole de oito baixos na região Nordeste, que engendrou uma
dissertação de mestrado, um documentário e um livro. No final da
entrevista, a fotógrafa Paula Giolito registrou uma breve performance de
Léo Rugero sobre um tema instrumental de Januário, pai de Luiz Gonzaga,
intitulado "Calango do Irineu".

Abaixo, transcrevemos o texto integral da matéria publicada em 06 de dezembro de 2012



06

dez

2012
Respeitem a sanfona de 8 baixos de Rugero!

Érica Magni (erica.magni@oglobo.com.br)

Mestre
em sanfona de oito baixos, o músico Leonardo Rugero, morador de Santa
Teresa, passou mais de quatro anos estudando a história e a prática do
instrumento para compor sua tese acadêmica pela UFRJ. Agora, com
material precioso reunido, está finalizando um filme de média-metragem e
também um livro, que será publicado no início de 2013.

O
trabalho de campo começou pelo Rio, mas Rugero teve de percorrer sete
cidades que formam a rota da difusão do instrumento até hoje, sendo uma
delas Exu, em Pernambuco, cidade do ilustríssimo Januário, pai do
sanfoneiro Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

- O filme reúne nomes de
famílias influentes na propagação da cultura sanfoneira, entre elas os
Calixtos e os Gonzagas, que fizeram história com a canção "Respeita
Januário", composta por Gonzagão, o percussor dos caminhos para a
produção de discos, e até mesmo de composições instrumentais, a partir
da década de 40. O mito gravou 627 músicas em 266 discos, todas com a
sonoridade regional da sanfona - diz ele.

Durante o tempo em que
ficou submerso nas pesquisas, Rugero pôde concluir que o acordeão esteve
ameaçado de extinção, principalmente por falta de interesse da nova
geração de músicos, que o julgaram defasado, após a invenção da
moderninha sanfona de 12 baixos, que ganhou a fama de ser mais completa.

-
Percorremos o Brasil adentro, não há incentivo para a prática da
sanfona de oito baixos, que ainda continua restrita às áreas rurais.
Pouco existe das grandes festas espontâneas de bailes. Fui convidado
para tocar numa festa da parte rica da família de Luiz Gonzaga em
Recife, ficaram maravilhados quando toquei músicas de Januário e Luiz
Gonzaga. Eles não as conheciam.

O livro, que também será
publicado com incentivo da Funarte, trará minuciosos detalhes sobre o
panorama atual da relação do brasileiro com o instrumento. Que, segundo
Rugero, é muito popular hoje no Sul do país, por conta do músico
porto-alegrense Renato Borghetti:

- De Norte a Sul, o ritmo
plural da sanfona de oito baixos se faz presente na história. Hoje, ela
começa a ganhar a atenção que merece e a contemplação das pessoas, quase
o que aconteceu com o choro. Está virando cult, e a tradição agradece.

Além
da pesquisa, que virá à tona com o livro e o filme "Com respeito aos
oito baixos", Rugero mantém um blog que reúne material multimidiático
sobre o tema: sanfonade8baixos.blogspot.com.br

14 de dez. de 2014

Desabafo

Mesmo diante de minha contribuição crítica para o acordeon no Brasil - sobretudo o acordeon diatônico, vulgarmente chamado de fole, gaita ponto ou sanfona de oito baixos, mediante as comemorações do nascimento de Luiz Gonzaga, institucionalizado como "Dia Nacional do Forró", fiquei decepcionado por não ter sido convidado para participar de nenhum evento neste final de ano. Que esteja aqui registrado meu desabafo. Tenho a consciência do valor concreto de minha atuação no processo de revalorização do fole, sobretudo no estilo nordestino, sobre o qual se concentrou minha pesquisa e atuação nos últimos anos. Hoje, observo o crescente redimensionamento deste instrumento, que estava esquecido e vilipendiado por circunstâncias várias. Enfim, não me estenderei por demais, apenas lamentarei a falta de gratidão e companheirismo que tenho observado. É com tristeza que fecho este ano de 2014,  sem ter a certeza de que perseverarei nesta luta, pois, talvez, a relevância de minha pesquisa tenha fechado um ciclo, e cabe a mim, procurar outro rumo por onde caminhará minha existência futura, sabendo, conscientemente, de tudo o que foi semeado. Que novos ventos tragam novos ares e a esperada renovação ao fole de oito baixos...

21 de out. de 2014

Arcênio dos 8 Baixos - Lembrando o Negrão dos 8 Baixos

O Fole Roncou: EDITORIAL - ESPAÇO PARA OS SANFONEIROS DE 8 BAIXOS...

EDITORIAL - ESPAÇO PARA OS SANFONEIROS DE 8 BAIXOS - PROGRAMA 09


Espaço para os sanfoneiros de 8 baixos
25 de maio de 2013
No
dia de hoje queremos dividir com vocês, caros ouvintes, a nossa preocupação com
a falta de espaço para os sanfoneiros de 8 Baixos apresentarem seus trabalhos.
Temos acompanhado de perto, nos últimos 10 anos, em função de nossa pesquisa
sobre o fole, a luta dos mestres e dos novos talentos para serem reconhecidos
no mercado musical, porque sua arte está acima dessa conjuntura que reflete
muito a política cultural dos governantes, e é essa política que define na
maioria das vezes em nossa terra quem tem espaço e visibilidade.
A
arte desse instrumento de memória oral esteve bem perto de se perder há alguns
poucos anos atrás. Graças à garra de Arlindo dos 8 Baixos se dedicando a tocar,
ensinar, consertar e afinar os foles; à Luizinho Calixto que, junto com a
primeira gestão do Memorial Luiz Gonzaga, do Pátio de São Pedro do Recife,
realizou as primeiras oficinas para repassar o conhecimento do instrumento de
forma mais sistematizada em um método pioneiro que ele próprio vem
desenvolvendo; à Heleno dos 8 Baixos, que junto com Valdir Santos e João Bento,
montaram a primeira escola permanente para o ensino de 8 baixos no bairro de Vassoural,
em Caruaru, para as crianças e jovens da comunidade, tendo um de seus alunos, o
Ivison, já realizado turnê na Europa;
À
Heleno Truvinca, que passou vinte anos esquecido no Rio de Janeiro, mas agora
retoma sua carreira como um dos poucos, talvez o único a tocar as duas
afinações para este instrumento, e mostrou esse saber que é nosso patrimônio
cultural em mais de 100 apresentações pelo país afora através do SESC no
projeto SONORA BRASIL; à coragem de Roberto Andrade, de realizar o 1º Encontro
de Sanfoneiros de 8 Baixos no Recife; à Marcos Veloso, que continua realizando
o Encontro de Sanfoneiros do Recife, este ano na sua 16ª edição, sempre
convidando e homenageando os tocadores de fole; aos mestres de Santa Cruz do
Capibaribe, a Terra dos 8 Baixos, que retomaram a autoestima pelo instrumento,
criando a Orquestra Sanfônica de 8 Baixos daquela cidade. E tantos outros
anônimos amantes do instrumento que se dedicam a colecionar e divulgar em
sites, ou através de outros meios, a produção fonográfica e a história desses
artistas, como o pesquisador carioca Leo Rugero, essas sementes brotaram, e
hoje, as crianças e jovens voltaram a se interessar pelo instrumento, como o
Trio OS  CAÇULAS DO 8 BAIXOS, de Caruaru,
que já faz shows pela cidade.
É
toda uma rede que permanece invisível para o grande mercado da música, e com
tristeza vemos a dificuldade de inserção desses artistas nas grades de
programação do São João das nossas cidades. Os cachês propostos para alguns
poucos mestres consultados é aviltante, depois de tantos anos de luta e
preservação de nossa identidade musical, enquanto alguns expoentes de uma
música sem tradição e lastro são aclamados e agraciados com cachês exorbitantes
e numerosas apresentações. Precisamos repensar certas exigências que são colocadas
para os artistas receberem pelo seu trabalho, como a comprovação de cachês
anteriores. Como os novos podem comprovar cachês? Como os veteranos podem ter
um cachê mais decente, se estão atrelados à média do que foi proposto em anos
anteriores? É uma política de congelamento de cachês para os menos influentes,
com a desculpa de visibilidade e espaço?
Deixamos
aqui nosso desconforto e indignação com o tratamento que vem sendo dado aos
nossos mestres e artistas do fole de 8 baixos.
Esperamos
que essa arte continue resistindo até que possa existir com o reconhecimento
que merece.



Anselmo
Alves e Lêda Dias

19 de out. de 2014

'Los Gauchos de Roldán' Share Down-Home Dance Music Tradition From Rural...

Pampeana (Milonga) Walter Roldan y Jose Curbelo and Friends

Mario Mascarenhas e sua sanfona de 8 baixos

Quem diria...navegando pela Internet, encontrei uma fotografia do filme "O canto da Saudade"de Humberto Mauro, lançado em 1952. O protagonista era ninguém menos do que Mario Mascarenhas, célebre acordeonista, que ficou conhecido para a posteridade por sua intensa atividade como professor de acordeon na década de 1950.. Deixou vasta bibliografia, que inclui desde um famoso método até antologias de músicas populares e transcrições para acordeon de obras originalmente compostas para piano. A curiosidade na foto é a de Mascarenhas tocando uma sanfona de oito baixos Hohner. Acima, a atriz e protagonista do filme, a atriz Claudia Montenegro.

Segue a sinopse do filme:

"Coronel Januário candidata-se a prefeito da cidade. Maria Fausta, afilhada do coronel, é cortejada por Galdino, acordeonista da região, mas namora João do Carmo às escondidas do pai. Durante a campanha eleitoral, a moça desaparece. Após intensas buscas, Galdino a localiza, junto com seu namorado, em um esconderijo arrumado pelos padrinhos. O casal retorna e o coronel promove o casamento. Durante a festa, percebe a ausência de Galdino, que havia partido. Segundo a lenda da região, em certos dias, quem passa perto do canavial pode ouvi-lo tocando, triste, a sanfona, saudoso do amor da cabocla." (ALNS/DFB)



13 de set. de 2014

Pé duro dos 8 Baixos - No Forró do Pedro Sertanejo



Enviado em 05/11/2011
Mais um Vídeo extraído do Acervo do Tico dos 8 Baixos.
Pé Duro dos 8 Baixos também fez parte da Equipe de Sanfoneiros de 8 Baixos do do Pedro Sertanejo.
Neste
vídeo ele está sendo acompanhado pelo João dos 8 Baixos, que aparece
tocando zabumba. O João dos 8 Baixos é irmão do Raimundo dos 8 Baixos
que também fez parte desta equipe.

Pinho dos 8 Baixos - No Forró do Pedro Sertanejo



Publicado em 30/08/2014 no youtube por Everaldo Santana
Pedro Sertanejo mantinha no seu
famoso “Forró da Catumbí” nas décadas de 70 e 80 uma equipe de
Sanfoneiros de 8 Baixos, e só cabra bom no Pé de Bode. Pinho dos 8
Baixos e seu irmão Pé Duro dos 8 Baixos também fizeram parte desta
equipe. Também fizeram parte deste equipe o Quinka dos 8 Baixos,
Raimundo dos 8 Baixos, Diva dos 8 Baixos entre outros. Nesta época o
Forró da Catumbí era o Top e por lá passaram muitos forrozeiros que
fizeram sucessos nesta época cito Zé Gonzaga, Dominguinhos, Ary Lobo,
Messias Holanda, entre outros. O Pinho dos 8 Baixos que tocou no Forró
do Pedro Sertanejo era irmão do Pé Duro e já é também falecido;
atualmente existe outro Pinho dos 8 Baixos no Estado da Bahia que
continua tocando nos forrós desta região.
Todas as informações
referentes ao Forró da Catumbí que costumo colocar nas postagens dos
vídeos, me foram passada pelo meu amigo Castanheiro; cantor, compositor e
percussionista que trabalhou com o Pedro Sertanejo por mais de 20 anos.

7 de set. de 2014

Encontro com os Oito Baixos no Rio de Janeiro

No dia 06 de agosto de 2014, ocorreu o 1o Encontro com os Oito Baixos, idealizado por Mirele Maravilhas, Guilherme Maravilhas e Léo Rugero. O evento foi realizado no auditório do Parque das Ruínas, no Rio de Janeiro, e contou com as participações de Guilherme Maravilhas(Mará), a jovem acordeonista francesa Milèna Pastorelli, Léo Rugero e o mestre Zé Calixto. Entre os músicos convidados para o acompanhamento, estava o violonista Valter 7 cordas, epígono da velha-guarda do choro, além das participações especiais de Lars Hockerberg, Pacato e outros.
Com casa cheia, o evento foi uma boa demonstração das possibilidades da sanfona de oito baixos no estilo nordestino para o público carioca.

 On August 6, 2014, occurred the first "Meeting with the Eight Basses", designed by Mirele Maravilhas, Mará e Leo Rugero. The event was held in the auditorium of the Ruins Park, in Rio de Janeiro, and had the participation of Mará, a young French accordionist called Milena Pastorelli, the musician and researcher Léo Rugero and Calixto, recognized as a master.
With a completely crowded
theatre , the event was a good demonstration of the possibilities of the diatonic eight basses button accordion in the Brazilian Northeastern style.


Seguem abaixo algumas fotos do evento clicadas por Milena Sá:



 Valter 7 cordas, Guilherme Mará e Zé Calixto











Léo Rugero

30 de jul. de 2014

Rio Araripe no programa Mano a Mano com a Poesia

"Mano a Mano com a Poesia" é o nome do prograqma de auditório apresentado por Mano Melo e Cristina Bittencourt na rádio Roquete Pinto FM. O programa é exibido mensalmente, sendo gravado ao vivo no espaço cultural Midrash no Leblon.
Sendo um dos poetas mais criativos e atios de sua geração, Mano Melo também é um exímio ator e declamador de poesia, o que torna seu programa fascinante. Além disso, a presença da Banda de Programa, grupo musical liderado pela violinista Claudia Barcelos, confere um colorido especial ao programa.
Na última segunda-feira, o grupo Rio Araripe foi convidado a participar.O grupo se apresentou com Léo Rugero (sanfona de oito baixos e voz), Rodrigo Sebastian (baixo elétrico), Anderson Sabadine (triiángulo e percuteria) e Cacá Pitrez (zabumba).
A apresentação foi contagiante, tendo o grupo e a plateia pouco numerosa embora seleta, estabelecido uma comunicação mágica, com o público cantarolando as melodias em voz alta, batendo palmas e até mesmo dançando.
Para nós, integrantes do grupo Rio Araripe, esta foi uma experiência fascinante e muito enriquecedora. Abaixo, algumas fotos registradas por Claudia Barcelos.









4 de jul. de 2014

Concertina - um dos nomes da sanfona de oito baixos - texto de Léo Rugero

Hoje, de passagem pela Associação Brasileira da Literatura de Cordel, em Santa Teresa, Rio de Janeiro, sentei para conversar com Gonçalo Ferreira da Silva, presidente e acadêmico da cadeira 01. Figura simpática, Gonçalo esbanja conhecimento e generosidade em transmitir seus conhecimentos sobre a literatura popular. Falando sobre a sanfona de oito baixos, Gonçalo se recordou do termo "Concertina". Segundo ele, era este o termo adotado entre os praticantes cearenses na primeira metade dos séc.XX. Esta observação suscitou a lembrança de uma décima por ele escrita para a antologia  "Louvando Luiz Gonzaga", onde a referência ao termo "concertina" é empregado. Abaixo, transcrevo os belos versos de Gonçalo Ferreira da Silva:

Da humilde Concertina
Ao pomposo acordeom
Gonzaga mostrou o dom
Para canção nordestina
O baião foi sua doutrina
O Nordeste seu cenário
E agora com Januário
na residência celeste
Esta cantando o Nordeste
Lembrando seu centenário

30 de jun. de 2014

Sanfona de Oito Baixos - Mapas de afinação natural

Muito legal esta página com os mapas do acordeon diatônico em duas fileiras de botões na afinação natural em Sol/só, dó/fá ou lá/ré e a formação dos principais acordes. Clique abaixo para acessar a página

http://leandron.github.io/accordion-map/index.html


24 de jun. de 2014

Aulas de Sanfona de Oito Baixos - Estilo Nordestino

Muitas pessoas visitam nosso blog em busca de informações sobre aulas de sanfona de oito baixos. Não são muitos os professores deste instrumento e não há nenhuma relação destes mestres na Internet. Atualmente, há dois pólos especializados no ensino de sanfona de oito baixos em estilo nordestino, a Escola de Sanfona de Oito Baixos deCaruaru  e o pólo de ensino de sanfona de oito baixos em Campina Grande.

 Então, segue aqui um primeiro esforço de listar os sanfoneiros e o contato de email, por motivo de segurança e privacidade. Vale citar que nesta lista estão apenas os sanfoneiros que se dedicam ao estilo nordestino em afinação transportada, considerando que tanto o sanfoneiro Truvinca, em Recife, como Léo Rugero, no Rio de Janeiro, utilizam as duas afinações mais conhecidas, a transportada (nordestina) e natural (gaúcha).

Nordeste:

Campina Grande, Paraíba -Luizinho Calixto - luizinhocalixto@hotmail.com
Caruaru - Heleno dos Oito Baixos - contatos com sua filha, Lenilda Veríssimo - leniverissimo@hotmail.com
Ivison Santos - pode ser localizado no facebook https://www.facebook.com/ivisonsantossilva.santos?fref=ts
Crato - Guilherme Maravilhas (Mará) - guilherme.maravilhas@gmail.com
Recife - Truvinca - não dispõe de contato por email, não sabemos como localizá-lo atualmente.

Sudeste:

Guarulhos, São Paulo - Heleno dos oito baixos - contatos com sua filha, Lenilda Veríssimo - leniverissimo@hotmail.com
Embu das Artes, São Paulo - Lene dos Oito Baixos
Rio de Janeiro - Léo Rugero - leorugero@gmail.com



Bem, podem existir outros sanfoneiros de oito baixos desenvolvendo atividade de ensino do instrumento no estilo nordestino, mas, por hora, desconhecemos. Excelentes instrumentistas como Zé Calixto, por exemplo, não ensinam, a não ser para seus discípulos e amigos diretos. Portanto, caso alguém saiba de algum sanfoneiro especializado na afinação transportada em atividade profissional na área educacional, entre em contato conosco.