25 de jun. de 2011

Arlindo dos 8 baixos no São João em Recife

Confira as atrações do São João no Recife para hoje
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR 
25/06/2011 | 12h03 | Festa


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O São João continua animado no Recife. Neste sábado, alguns dos
destaques da programação montada pela Prefeitura são Anastácia,
 Carlos e Paulinho do Acordeon, Isaar, Cláudio Rabeca,
 Arlindo dos Oito Baixos e Camarão. São vários polos espalhados
pela cidade para animar o público.
No Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, vai acontecer o show da
cantora Anastácia, às 18h, que vai interpretar canções que
 fizeram sucesso na voz de vários artistas brasileiros.
No mesmo bairro, na Pracinha de Boa Viagem, Edy Carlos e
Paulinho do Acordeon vão animar o Arraial do Turista, a partir das 19h.
Já em Casa Amarela, no conhecido Sítio da Trindade, a festa
junina fica por conta de Arlindo dos Oito Baixos, que se
apresenta às 21h40, e Mestre Camarão, que entra no palco às 23h.
A cantora Isaar vai trazer sua música para o polo Arsenal
do Forró, no Recife Antigo. Logo depois, Cláudio Rabeca faz
 sua performance no mesmo local.
A programação completa está disponível no site www.saojoaodorecife.com.br

Trecho de Matéria do Globo Reporter sobre o São João


Edição do dia 24/06/2011
24/06/2011 23h00 - Atualizado em 24/06/2011 23h57
Herdeiros de Gonzagão mantém tradição do forró no Recôncavo Baiano

Fartura na roça e muita música: regada a milho, a festa junina no Recôncavo Baiano é reduto de herdeiros musicais de Luiz Gonzaga e o pífano vira parceiro da sanfona.

Jose RaimundoCruz das Almas, BA
 O caminho da roça já é uma festa. As cantigas elas aprenderam quando ainda eram meninas. A agricultora Antônia de Araújo e as amigas moram em Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano.
Já a agricultora Maria Emília dos Santos mora em Laranjeiras, interior de Sergipe. O milharal que ela tem é pequeno, apenas três hectares, mas a alegria é enorme. “Sei que estou na grandeza. A grandeza de uma roça é boa demais", conta dona Maria.
E como é bom. Na Bahia, dona Antonia diz que rezou muito, fez promessa para o milharal crescer e produzir.
Fartura na roça, nessa época de São João, depende muito de São José. Se não chover no dia dedicado a ele, 19 de março, a colheita atrasa. Pode até não ter colheita. E, sem o milho, a festa junina não é a mesma coisa. Felizmente não foi o que aconteceu esse ano.
Choveu bem e no tempo certo. A colheita é das melhores: espigas bonitas, bem formadas, grãos graúdos. Dona Antonia conta que o milho é colhido para a feira livre e é vendido em Cruz das Almas. “E se for um milho desses, de primeira qualidade, melhor ainda".
Dona Maria mal consegue esperar. Não vê a hora de assar milho na fogueira e botar a canjica no fogo. “Ah, esse está ótimo”. A agricultora é viúva de três casamentos. Tem 76 anos, mas não parece.

De tão divertida, dona Maria é a própria festa de São João. E a dona Antonia? Será que ela guardou um pouquinho do milho que colheu?
O melhor lugar da casa, no Nordeste, no mês de junho, é a cozinha. E a cozinha de dona Antonia é uma maravilha. Fogão à lenha, milho cozido, amendoim cozido, mingau de milho verde. É o milho que vem da roça direto para a panela.
E nem precisa esperar pela noite de São João. Na casa de dona Antonia, mês de junho tem comida de milho todo dia. É uma farra gastronômica.

Lá vem dona Maria com a canjica. E, pelo cheiro, já deu para sentir. “A festa junina não é uma festa de excluir homens e mulheres. Nem o pobre nem o rico. Na casa que a gente chega para brincar, comes e bebes é para todo mundo", diz dona Maria.
E se levar a conversa para o lado das antigas músicas juninas, aí é que ela gosta. “Milho verde pendoou... Quero mostrar para essa gente o quanto vale o São João".
Esse repertório tão autêntico, que dona Maria não tira da cabeça, nasceu no Sertão do Nordeste.
E nordestinos como o tocador de pífano Lourival Neves e o seu José Raimundo podem se gabar de serem também os pais do forró. Estamos na fazenda Araripe, no berço de Luiz Gonzaga. Até hoje a fazenda é reduto do forró de raiz. É onde o pífano também vira parceiro da sanfona.
São muitos os herdeiros musicais de Luiz Gonzaga. Mas o único que é sanfoneiro e que carrega o sangue do rei do baião é o sanfoneiro Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga. “Foi meu tio. Ele que me ensinou, me incentivou. Se não fosse ele, hoje eu não era sanfoneiro", revela.
O parentesco e a semelhança física ajudam muito, diz Joquinha. Mas, às vezes, atrapalham também. “Quem vai tocar aí? É o sobrinho de Luiz Gonzaga, Joquinha Gonzaga. Eita! Vou matar a saudade. Aí fica aquela ruma de gente na frente do palco esperando. Aí quando entro no palco, que dou uma puxada, que solto meu gogó, aí não é igual a Luiz Gonzaga, aí me lasco de novo", conta aos risos.
Exu, Pernambuco. Essa cidade guarda um importante patrimônio musical. É o que o pesquisador Leonardo Rugero, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), veio conhecer.
Há 12 anos, o professor se dedica ao estudo sobre a história da sanfona no Brasil. O museu do parque Asa Branca guarda fotos e instrumentos como a velha sanfona que Gonzaga tanto gostava.
A equipe do Globo Repórter entrou na casa do pai de Luiz Gonzaga, o seu Januário. Foi lá que ele morou até o fim da vida. É uma casa simples, mas guarda uma peça muito importante da história da música popular brasileira: uma das primeiras sanfonas do Brasil. E o mais impressionante: uma sanfona montada pelo próprio Januário.
“Isso é realmente um achado. Provavelmente ele deve ter observado cópias, juntado partes de instrumentos e construir uma linguagem única que é a sanfona de oito baixos nordestina", conta Leonardo Rugero.
Sanfona de oito baixos. Um dos símbolos do São João da roça. Até músicos experientes reconhecem que é um instrumento difícil de tocar: afinação exclusiva, teclado em forma de botão.
Mas seu Manoel, que é lavrador no município de Salgueiro, aprendeu sem ninguém ensinar, sozinho, só de ouvido. "Eu só pegava de noite, quando eu chegava em casa. Trabalhava na roça, por aí, ganhando um troquinho para ajudar meu pai. Quando era antes de eu ir para o serviço, de madrugadinha, eu pegava ela e ficava ali pelejando, ouvia o rádio, né? Até que desenvolvi um pouco", relata o lavrador Pedro Manoel da Silva.
Desenvolveu e ensinou ao filho Antonio Pedro da Silva, conhecido como ‘Antonio da Mutuca’. “Eu quebrei muito a cabeça para poder aprender a primeira música. Então, fui tomando gosto com os baixos e, hoje em dia, eu estou tocando já, fazendo festa”, fala o sanfoneiro.
E toca tão bem que o pai fica orgulhoso. E o pesquisador, admirado com o jovem sanfoneiro desconhecido.

24 de jun. de 2011

Hermeto Pascoal 75 anos - Carta aberta a Hermeto Pascoal

Hermeto Pascoal, parabéns pelos seus setenta e cinco anos! Parabéns por sua inestimável contribuição à música brasileira. São setenta e cinco anos de música. Sim, pois já chegaste músico a este planeta, tu que és, utilizando as palavras de Theo de Barros, "o mais musical dos seres". E foi essa musicalidade esplêndida que desembarcou no Brasil, vindo, quem sabe, do Planeta Vênus, pois existem místicos que acreditam que tenha sido  deste planeta que veio a arte dos sons para a Terra...mas isso não importa. O que importa é que chegaste á Lagoa do Canoa, em Arapiraca, Alagoas. Para aprender a música das bandas de pífano, dos violeiros, da sanfona de oito baixos, das ladainhas das rezas de defunto, dos reisados. Para revelar a música dos ferrinhos de seu avô que era ferreiro e de outros instrumentos não-convencionais que descobriste ainda em seus primeiros anos na terra: o cano de mamona, o talo de abóbora e as folhinhas. Para conhecer os bichos, tal como a Capivara, os sons dos sapos, dos pássaros e dos grilos. Os patos e os gansos que lembram saxofones, clarinetes e clarones. O canto do galo Aruã e olha que "tem porco na festa". Trouxe o ensinamento do "som da aura", pois, quando ainda menino, percebia música no jeito de falar das pessoas.
Muita gente, até hoje, acredita que não existe música em tudo, e esta é outra lição que trouxeste contigo, a de que "tudo é som"! Até mesmo o som dos astros e das estrelas, e o coração da terra pulsando continuamente. Até as panelas de Dona Ilza viravam música e viravam do avesso.Aliás, como dizia Itamar Assumpção, "viver é virar o avesso".
Aportaste numa familia musical, com os oito baixos do papai Pascoal, o irmão Zé Neto, também sanfoneiro arretado, mamãe Divina, enfim, uma família sonora que já trazia parte do repertório que te consagraria, tal como "O Gaio da Roseira": "O Gaio da Roseira, o gaio da roseira, o gaio da roseira, bela menina, o gaio da roseira". O menino foi crescendo, com sua oito baixos e seu pandeiro, com o irmão Zé Neto, tocando nas festas de pé-de-pau. Eram "Os meninos de Seu Pascoal".
Depois, a vida levou-lhe para outros cantos, viramundo que és, foste para Recife, onde encontrou seu irmão de som, o também albino Sivuca. Lá tornou-se acordeonista destacado, e o ambiente da rádio proporcionou-lhe o contato com amplo repertório de choros, frevos, sambas-canções, e tudo aquilo que caísse em suas mãos.
Depois veio o Rio de Janeiro, na época uma cidade efervescente, os festivais de tevê, e o Quarteto Novo, um marco na música brasileira: Hermeto, Heraldo do Monte, Theo de Barros e Airto Moreira, que colocaram a música instrumental de pernas para o ar, numa mistura inusitada de música nordestina e samba-jazz.Você já havia descoberto ( e reinventado) o piano e a flauta que ensaiavas na igreja. A cúpula era um grande delay.
Daí para o mundo foi um pulo, e, através de Flora Purim, veio o primeiro álbum gravado nos Estados Unidos. Lá, despertou o interesse de músicos como o trompetista Miles Davies, que chamava-o carinhosamente de "albino louco".
A esta altura se consolidava o "bruxo dos sons", como certa vez escreveu a jornalista Ana Maria Baiana, utilizando esta expressão para denominar a alquimia sonora de Hermeto.
Poucos músicos atravessaram tantas fronteiras sonoras com uma proposta multi-cultural, que você batizou como "música universal".
Jamais me esqueceria de um certo dia de 1987, quando eu contava dezesseis anos, e fui, com uma turma de amigos, assisti-lo no Circo Voador. Era festa de aniversário do "bruxo". Ficamos estarrecidos com tudo aquilo e resolvemos ir ao camarim para saudá-lo. Ao chegar lá, recebi de alguám um buquê de flores - até hoje não entendi o porquê disso. A pessoa que me deu o buquê disse assim: - Leve isso ao Hermeto! Segui adiante, eu e o buquê, e quando me deparei com você,  soltei, timidamente, um sussurro: - Hermeto, estas flores são para você! Em troca, recebi um abraço afetuoso e o mapa para chegar ao Jabour, naquele centro da música planetária que foi durante os anos 80 e 90 tornaram o Jabour o coração da música no Rio de Janeiro.
Hermeto, obrigado por tudo que você tem ensinado e generosamente ofertado ao mundo. Termino esta carta, utilizando uma saudação com a qual você assina muitas de suas partituras: - Tudo de bom sempre!


MOV01641.MPG: (SALINA936 X ADÃO SANFONEIRO) / ZÉ LARANJO DOS OITO BAIXOS

23 de jun. de 2011

Orquestra Sanfônica dos 8 Baixos com agenda lotada neste São João

OUTROS MUNICÍPIOS // CALENDÁRIO

Orquestra Sanfônica dos 8 Baixos com agenda lotada neste São João

Publicado no JC Online em 22.06.2011, às 16h11

Do NE10Núcleo SJCC/Caruaru
Orquestra Sanfônica dos 8 Baixos é de Santa Cruz do Capibaribe
Orquestra Sanfônica dos 8 Baixos é de Santa Cruz do Capibaribe
Foto: divulgação
O São João do Nordeste é pura alegria e oportunidade para muitos. É nessa época onde a cultura maior da região é vista por todos os ângulos. O autêntico forró pé-de-serra ganha as ruas e festejos nos mais distintos lugares.
Uma tradição centenária, a sanfona de 8 baixos, tem ganhado espaço em todos os arraiás da região. No Nordeste apenas um grupo consegue manter a tradição. É a Orquestra Sanfônica dos 8 Baixos, de Santa Cruz do Capibaribe, em pleno Agreste pernambucano.
O grupo é formado por 15 pessoas, sendo 10 sanfoneiros, quatro instrumentistas e o produtor Gil Geraldo que volta a comandar a Orquestra depois de um tempo afastado. “Voltar a Orquestra é gratificante. Gosto de trabalhar com manifestações culturais, e a Orquestra Sanfônica tem levado o nome de Santa Cruz do Capibaribe de forma muito positiva. E viajar por este estado maravilhoso conhecendo, valorizando e mostrando sua cultura é o que sempre sonhei pra minha vida”, disse o produtor.
Neste São João, a Orquestra vem se apresentando em várias cidades do Estado. Nesta quinta-feira (23), a Orquestra se apresenta em São Lourenço da Mata, sábado (25) em Santa Cruz da Baixa Verde, terça-feira (28) sobe ao palco principal de Caruaru e na quarta-feira (29) em Carnaíba. Além de todas essas apresentações, alguns músicos se apresentam individualmente em outras 

Noite de São João

Viva São João! Viva! Hoje é uma data importante no calendário anual da sanfona, dos oito aos cento e vinte baixos. Muitos arraiás por este Brasil afora rememoram esta tradição, que a cada ano se renova e reinventa. Porém, sem perder a essência desta festa: a noite fria e estrelada, os balões - ainda que imaginários, o crepitar da lenha na fogueira e a quadrilha animada. O quentão, a canjica, o arroz doce, a cocada. O terreiro animado e a promessa de mais um ano vindouro...

20 de jun. de 2011

Dissertação de Mestrado

Olá amigos,

nesta terça-feira, dia 21, às 10h30, na Escola de Música da UFRJ, estarei apresentando a defesa de dissertação de mestrado "Com respeito aos oito baixos - um estudo etnomusicológico do estilo nordestino da sanfona de oito baixos". A Escola de Música fica na Rua do Passeio, 98, perto dos Arcos da Lapa.

Zé Calixto no Parque do Povo

Para quem estiver em Campina Grande, hoje, no Parque do Povo, show de Zé Calixto!

FARIA DOS OITO BAIXOS


Enviado por drimeneg em 20/06/2011
"Músico de rua", o senhor "Faria dos Oito Baixos" toca sua sanfona ora na Feira Hippie de Ipanema na praça General Osório, ora na Feira Nordestina do Campo de São Cristóvão. Ele é um charme ! Nascido no município Alto Jequitibá ( Zona da Mata Mineira ) reside hoje em Nova Iguaçú - RJ. ( contatos direto com o artista 21-26636122 ).

Há algum tempo atrás, meu amigo, o acordeonista Guilherme Maravilhas presenteou-me com um disco deste sanfoneiro. Contou-me que havia se deparado com ele em Laranjeiras, onde costumava tocar. Desde então, não tive mais notícias a seu respeito. Eis que hoje, graças ao Youtube, ressurge o Faria dos Oito Baixos, lendário músico de rua do Rio de Janeiro.

18 de jun. de 2011

Dissertação de Mestrado

Olá amigos,

antes de tudo, quero agradecer à audiência deste site, que cresce a cada semana. Fico muito feliz em perceber o sensível aumento de visibilidade da sanfona brasileira no panorama musical. Isso reitera nossa convicção de que estamos caminhando no rumo certo.
Período de muito trabalho, prometo, em breve, retomar as postagens diárias, trazendo muitas novidades para vocês.
A novidade mais recente é a conclusão de minha dissertação de mestrado, intitulada "Com respeito aos oito baixos - Um estudo etnomusicolôgico do estilo nordestino da sanfona de oito baixos". A defesa da dissertação será na terça-feira, dia 21 de junho, às 10h30m, no Laboratório de Etnomusicologia da Escola de Música da UFRJ. Aos amigos que residem no Rio, ou que estejam de passagem por esta cidade, fica o meu convite.

Hermeto 75 anos!

14 de jun. de 2011

Luiz Gonzaga tocando sanfona de oito baixos


Em passagem pelo Museu de Gonzagão, em Exu, Pernambuco, me deparei com esta fotografia, extraída de um filme da década de 1950. Uma rara apresentação de Luiz Gonzaga com aquele que foi seu primeiro instrumento, a sanfona de oito baixos. 

12 de jun. de 2011

J. SOBRINHO - BAIO DO ACORDEON E O SEU GRANDE SHOW EM 8 BAIXOS - 13.05.2...

Video postado por J. Sobrinho "Baio do acordeon dando um grande show de 8 baixos no lançamento do São João de Santa Bárbara - Bahia - 13 de Maio de 2011". Embora a imagem esteja distante, o áudio é suficiente para apreciar o talento deste sanfoneiro.


4 de jun. de 2011

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Landinho Pé de Bode

Sons de Canudos circula pelo sertão e litoral norte
Publicado em - 20/05/11 às 09:54:00





O projeto Sons de Canudos - Circulação, contemplado pelo edital de circulação
musical Vivaldo Ladislau, da Fundação Cultural do Estado da Bahia e com recurso do
Fundo de Cultura do Estado da Bahia, vai percorrer na penúltima semana de maio,
 os municípios do sertão baiano Monte Santo (23/24),Jacobina (25/26) e Conde (27/28).
 As apresentações musicais serão em locais públicos e gratuitas,
 reunindo os artistas da música tradicional da histórica Canudos Velho.
Landinho Pé de Bode,


o último de uma geração de tocadores da sanfona de oito baixos do município.
A Banda de Pífanos de Bendegó, com suas caixas artesanais, zabumba e
flauta e a Zabumba de Canudos Velho, formada por cinco jovens irmãos que
dão continuidade à memória das tradições locais.
Além das apresentações musicais em feiras municipais e coretos, serão realizadas
aulas espetáculos nas escolas públicas de cada município. No ano de 2010 o
projeto Sons de Canudos recebeu o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade,
do IPHAN/MinC, na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza 
Imaterial.
Programação: 
Município de Monte Santo
23/05/11 – Manhã - Aula espetáculo: Escola Municipal José Andrade (Pedra Vermelha);
A partir das 17hs – Apresentações Musicais no Coreto Municipal; 24/05/11 – 
Manhã – Aula espetáculo: Instituto de Educação Monte Santo
Município de Jacobina
25/05/11 – Tarde – Aula espetáculo no Centro Educacional Deocleciano B. de Castro - Jacobina; 
26/05/11 – Manhã – Apresentações musicais na Feira Municipal – Centro
Município de Conde
27/05/11 – Manhã – Aula espetáculo: Escola Helena de Castro Baptista - Conde; Tarde – 
Aula espetáculo: Escola Hermógenes Gomes do Nascimento - Sítio do Conde; 28/05/11 –
Apresentações musicais na Feira Municipal – Centro

Mais informações: 
www.sonsdecanudos.blogspot.com
Contatos:
Odilon Sérgio 71 8782-4538/ Marcelo Rabelo 71 9194-0206
Para ouvir Landinho Pé de Bode, clique aqui: 

27 de mai. de 2011

Gilberto Monteiro e Truvinca no Lançamento Nacional do Circuito Sonora Brasil


Lançamento Nacional do Circuito Sonora Brasil


No dia 31 de maio, acontece em Goiânia, o lançamento nacional do circuito Sonora Brasil com a apresentação do grupo Caixeiras do Divino, do Maranhão. O evento será realizado no SESC Cidadania, às 20h, e contará com a presença de organizadores e realizadores do Circuito, jornalistas e personalidades do setor cultural. 

Em sua 14ª edição, o projeto apresenta, pela primeira vez, dois temas – Sotaques do Fole e Sagrados Mistérios: vozes do Brasil – que serão desenvolvidos no biênio 2011/2012, com a participação de quatro grupos em cada tema. 

Este ano, o primeiro tema circula pelos estados das regiões Sul e Sudeste, enquanto o segundo segue pelos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em 2012, na 15ª edição, procede-se a inversão para que os grupos concluam o circuito nacional. Com essa nova metodologia, o projeto passa a ter um planejamento bienal, contando com a participação de oito grupos, em circuitos com duração de aproximadamente 70 dias em cada ano. 


Conheça um pouco de cada tema


Sotaques do Fole apresenta o acordeão em suas variantes regionais ligadas à tradição oral, trazendo a gaita-ponto, com o músico Gilberto Monteiro (RS), a sanfona de oito baixos, com o músico Truvinca (PE), e o acordeão de 120 baixos, com Dino Rocha (MS). Ao fazer um contraponto com a tradição oral, o projeto traz o duo de acordeões Ferragutti/Kramer, que apresenta composições modernas e contemporâneas relacionadas à música de concerto e a outras formas ligadas à vertente acadêmica. Sagrados Mistérios: vozes do Brasil apresenta repertório da música vocal presente nas festividades populares em devoção às entidades religiosas, trazendo os cânticos das Caixeiras do Divino (MA), da Comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança (PA) e da Banda de Congo Panela de Barro (ES). Representando a música de concerto, o Quarteto Colonial (RJ) apresenta repertório composto pelos mestres de capela para o ofício religioso da igreja católica e a obra de compositores modernos e contemporâneos inspirada nesse universo. Em 2011, acontecem 420 concertos, em 110 cidades, a maioria distante dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira e contribui de forma significativa para o conjunto de ações desenvolvidas pelo SESC. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e, consequentemente, estimulando suas carreiras. 

25 de mai. de 2011

Tatico Henriquez Siempre(mYp) Pt9



Tenho a impressão, e isto pode ser uma falsa impressão, que o acordeom diatônico é mais valorizado por nossos "hermanos" da América Espanhola. O instrumento segue valorizadíssimo no Merengue da República Dominicana. na Cumbia da Colômbia ou no Chamamé na região cisplatina, entre outros gêneros de expressão dos acordeões de botões. Também parece que não sofreu o estigma de instrumento "limitado" em relação ao acordeom de cento e vinte e baixos. Uma evidência da presença deste instrumento na America espanhola, se justifica pelo fato que a Hohner, prestigiosa fábrica alemã de acordeões, confecciona instrumentos específicos para estilos como Vallenato, Tex-Mex e Merengue.
O merengue exerceu influência decisiva no repertório nordestino de sanfona de oito baixos na decada de 1970, tendo sido introduzido nos repertórios por Abdias como o disco "Na Ginga do Merengue".
Segue um video postado no Youtube por MerenYola com um trecho final do filme "Tatico Henriquez siempre - Historia de uma leyenda". Esta cena final é curiosa, e, pela primeira vez, vejo um videoclipe de sanfona de oito baixos, com as cenas ao fundo em preto e branco reforçando imageticamente o que é expresso na letra autobiográfica da canção. Tatico foi um excelente acordeonista, e utiliza a sanfona em afinação correspondente à nossa afinação "natural", na tonalidade de lá. A escolha desta tonalidade se deve ao canto. Faleceu em 1976, tendo se tornado uma lenda do merengue dominicano.

21 de mai. de 2011

VI Encontro de Sanfoneiros de Teresópolis

Daqui a pouco, ocorre o anual "Encontro de sanfoneiros de Teresópolis", um evento do SESC-Teresópolis sob a batuta de Cândido Neto. Neste ano, a homenageada é Adelaide Chiozzo. O evento ocorre a partir das 17h na Calçada da Fama, em Teresópolis.

20 de mai. de 2011

Pedro Sertanejo - União dos Palmares

Lembrar de Pedro Sertanejo é rememorar a própria história dos forrós enquanto espaços de sociabilidade e divertimento do nordestino emigrado. O "Forró do Pedro" e a gravadora "Tropicana" são dois baluartes representativos da dedicação de Pedro Sertanejo na rede social do forró entre as decadas de 1960 e 1980.Porém, paralelo a isso, não devemos esquecer de sua contribuição significativa ao percurso da sanfona de oito baixos. Filho de Aureliano e pai de Oswaldinho do Acordeon, Pedro Sertanejo está no núcleo dos "clãs musicais" que identificam as linhas mestras da sanfona de oito baixos na região Nordeste. Com o êxito de "Roseira do Norte", um aceleradíssimo xote, em parceria com Zé Gonzaga, consolidou sua reputação de sanfoneiro em meados da década de 1950.
"União dos Palmares", editado através do selo Musicolor em 1971, é uma importante contribuição na discografia de música instrumental para sanfona de oito baixos. Neste disco, se reflete uma mistura do forró instrumental com elementos da música ítalo-caipira paulista, o que fica evidenciado pela presença de uma viola em algumas faixas. Aliás, esta preocupação norteava o trabalho de Pedro durante a década de 1970, o que se reforça pela presença eem alguns de seus discos desta época, da dupla caipira Mestiça & Zulmara, com o belo dueto em terças paralelas, tão característico, e a inclusão de temas que evocassem o reisado, a folia de reis, etc...
Mas "União dos Palmares" não é apenas isso. É também mais uma mostra do estilo peculiar deste músico, que nesta gravação utiliza uma Todeschini 24 baixos com três carreiras de botões. O acompanhamento é realizado por regional - cavaquinho, violões e percussão, com destaque para o violeiro oculto, devido à ausência de ficha técnica.

Leo Rugero

Petrópolis, 20 de maio de 2011






http://www.4shared.com/file/IbF2TLDs/Pedro_Sertanejo_-_Forro_em_Pal.html

14 de mai. de 2011

Dedo Liso


Video postado no Youtube por DinLuciano, com o sanfoneiro conhecido pelo apelido de "Dedo Liso", o "Dedo de Ouro", como mostra a inscrição em seu instrumento.

3 de mai. de 2011

Gilberto Monteiro

O gaiteiro  gaúcho Gilberto Monteiro, embora tenha uma discografia relativamente discreta, é um compositor influente, tendo, algumas de suas composições adquirido prestígio no repertório gaúcho. Sua música, embora apresente particularidades que lhe conferem um valor único, espelham  carcteristicas gerais da música gaúcha fronteiriça.
"Pra ti Guria" foi lançado originalmente em 1987, pela gravadora Continental, e apresenta aquele que considero o elemento mais marcante de sua performance, que é a força expressiva de sua interpretação. Infelizmente, não tive a oportunidade de ouvir a Gilberto Monteiro em apresentações ao vivo, mas pude assistir alguns videos deste instrumentista - inclusive, sua participação estupenda no longa-metragem "O Milagre de Santa Luzia. O que talvez mais tenha despertado meu interesse é sua concentração - ele toca a maior parte do tempo de olhos fechados, e o trabalho interpretativo sofisticado, basta fechar os olhos e ouvir atentamente a cada nuance. Esta força dramática estå presente sobretudo na faixa de abertura, "Prelúdio para um beija-flor". Em "Pra ti guria", o trabalho de oscilação do som com a mão esquerda produzindo um lento vibrato é realizado de forma impecável. Algumas músicas trazem o som dos bailes, dos ranchos, revelando o aspecto de seu trabalho que se coaduna com as danças gaúchas, tal como "Os zóio da véia" e "Entrevero de Alpergata" e "Unistalda Campeira".
Este disco também traz como curiosidade o fato de ter sido gravado em Buenos Aires, Argentina, e conta como convidados especiais, Antonio Tarrago Ros (faixa 8) e Raulito Barbosa (faixa 5). Os músicos participantes são: Rodolfo Regunaga (percussão), Mono Pereira (guitarón e violão), José Bragato (cello), Alfredo Ramos (baixo), Angel D`Avila (Ovation e violão), Tapon Garcia (Sapucaí), Lucio Aynel (violão) e Pedro Guerra (violão);
Este trabalho é uma mostra das imensas possibilidades de uma pequena gaita-ponto de oito baixos nas mãos de um instrumentista habilidoso e, sobretudo, inspirado.



http://www.2shared.com/file/RZM86uCo/Gilberto_Monteiro.html

2 de mai. de 2011

Gilberto Monteiro _ Prelúdio pra um Beija Flor



Gilberto Monteiro é natural de Unistalda, Rio Grande do Sul Sua música é uma fiel tradução do estilo de acordeom diatônico (gaita-ponto) da região cisplatina, tendo se tornado um dos ícones da gaita-ponto gaúcha. Sua "Milonga para as missões" se consagraria como um dos hinos da música gaúcha, devido ao grande êxito da interpretação de Renato Borguetti. Porém, Monteiro, além de compositor, é também um exímio intérprete. Neste video, ele interpreta "Prelúdio para um beija-flor", música que faz parte de seu primeiro LP, "Pra ti guria".

1 de mai. de 2011

Músicos levam público ao delírio na noite de estreia do 3º Festival da Sanfona

http://www.salgueiro.pe.gov.br/noticias_2011/20110430_not03.htm 

Músicos levam  público ao delírio na noite de estreia do 3º  Festival da Sanfona
Sábado, 30.04.2011 às 16h55

Ao som dos acordes da sanfona, tocada nos mais variados ritmos e sotaques, Salgueiro abriu na última sexta-feira(29), no pátio do Centro de Cultura, Lazer e Turismo, o 3º Festival da Sanfona, como parte das comemorações dos 147 anos de emancipação política de Salgueiro. O prefeito o prefeito Marcones Libório de Sá conduziu a abertura deu a largada ao evento promovido pela Prefeitura de Salgueiro sob organização da Secretaria de Cultura e Esportes que em seu terceiro ano já se consagrou com sucesso de público e participação de artistas de várias partes do Nordeste.
A noite de estréia contou com a participação da Companhia de Dança Filhos do Sol que deu seu show à parte com o número A dança da boneca. Com a participação de 12 sanfoneiros, foi realizada a primeira classificatória desta edição. Os instrumentistas concorrem até domingo (1º\5) na categoria sanfona e sanfona de oito baixos. Cada instrumentista apresentou três músicas, que fizeram o público delirar ao som do fole. Chorinho, arrasta-pé, mazurca, valsa, blues e até jazz do norte americano Frank Marocco,  fizeram parte do repertório da noite.
Ao final, a comissão organizadora do evento, apresentou a lista dos quatro finalistas da noite, que entram na disputa da grande  finalista. Da primeira eliminatória, entram Rafael Simião e Claúdio Santos, de Salgueiro, e Carlinhos do Acordeom, de Limoeiro do Norte(CE), ambos na categoria Sanfona.  Nêgo do Mestre, também de Salgueiro, foi o escolhido na categoria sanfona de oito baixos. Este ano,  participam artistas de várias partes de região, do Sertão Central, São Francisco, Pajeú e Araripe, além de cidades  de estados como Bahia e Ceará.
“O Festival da Sanfona é muito importante por resgatar e divulgar o valor do instrumento da nossa música. É muito bom trabalharmos para divulgar a cultura do nosso país. Aqui podemos ver a sanfona mostrando o seu valor”, comentou o sanfoneiro cearense Luiz Carlos Freitas Silva, o Carlinhos do Acordeom, 25, ex-integrante da banda Mastruz com Leite, e que participa pela primeira vez do festival.
 Foto: Héliton/Laborart
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O prefeito Marcones Sá, destacou que o 3º Festival começou  carregado de muito talento e  emoção. “Quando realizamos a primeira edição, o desafio era o resgate da cultura da sanfona que tem muito a ver com o nosso homem do campo e com a história não só de Luiz Gonzaga, mas essencialmente de Januário, tocador da sanfona de oito baixos, instrumento que praticamente estava em extinção”, disse o prefeito.
A partir dessa iniciativa, enfatizou Marcones, começou-se  a ver não só os sanfoneiros de outras gerações voltando a tocar e a ter empolgação, mas a participação da juventude no evento, dando show de sanfona. “Esperamos a cada ano esse movimento cultural se faça mais forte”, destacou. Ao final, foi realizada uma roda com os sanfoneiros participantes da noite. Quem estava na platéia não ficou parado.

Apresentação de Zé Calixto com Ronaldinho do Cavaquinho


O quinto show da série Choro Aperitivo vai reunir Zé Calixto, uma das maiores expressões da sanfona de oito baixos, e o cavaquinista Ronaldinho do Cavaquinho. A apresentação será realizada amanhã (segunda-feira), dia 02 de maio, às 12h30m, no Centro Cultural LIGHT.


CENTRO CULTURAL LIGHT
Avenida Marechal Floriano 168
Centro, Rio de Janeiro
(21) 2211-4515
Segunda-feira, dia 2 de maio
12h30
TALK-SHOW (duração de 1h20 de duração aprox.)
Ingresso: Inteira R$ 10,00, meia R$ 5,00
(obs.: Venda no dia do show a partir de 10h30)
Renda revertida para o projeto social “Aliança dos Cegos”