30 de jul de 2014

Rio Araripe no programa Mano a Mano com a Poesia

"Mano a Mano com a Poesia" é o nome do prograqma de auditório apresentado por Mano Melo e Cristina Bittencourt na rádio Roquete Pinto FM. O programa é exibido mensalmente, sendo gravado ao vivo no espaço cultural Midrash no Leblon.
Sendo um dos poetas mais criativos e atios de sua geração, Mano Melo também é um exímio ator e declamador de poesia, o que torna seu programa fascinante. Além disso, a presença da Banda de Programa, grupo musical liderado pela violinista Claudia Barcelos, confere um colorido especial ao programa.
Na última segunda-feira, o grupo Rio Araripe foi convidado a participar.O grupo se apresentou com Léo Rugero (sanfona de oito baixos e voz), Rodrigo Sebastian (baixo el´trico), Anderson Sabadine (triiángulo e percuteria) e Cacá Pitrez (zabumba).
A apresentação foi contagiante, tendo o grupo e a plateia pouco numerosa embora seleta, estabelecido uma comunicação mágica, com o público cantarolando as melodias em voz alta, batendo palmas e até mesmo dançando.
Para nós, integrantes do grupo Rio Araripe, esta foi uma experiência fascinante e muito enriquecedora. Abaixo, algumas fotos registradas por Claudia Barcelos.









Rio Araripe no XIV Festival de Inverno de Petrópolis

No dia 28 de julho, o grupo Rio Araripe participou do concerto de encerramente do XIV Festial de Inverno de Petrópolis promovido pela Dell'Arte Soluções Culturais. O eento teve a presença de figuras ilustres como o gaiteiro gaúcho Cezar Fereira,  o músico Joãozinho do Cavaco e a coordenadora do evento, Myrian Dauelsberg.
Com o título de "Festa dos Oito Baixos", a festa de encerramento reuniu o grupo Rio Araripe e, em seguida, Zé Calixto, um do ícones da sanfona de oito baixos, que levou consigo o violonista Valter Silva. Ao subir ao palco, Calixto requisitou a participação do grupo Rio Araripe, que o acompanhou em toda sua apresentação, onde se alternou em solos ao lado de Léo Rugero.
Abaixo, uma fotografia da apresentação do grupo formado por Léo Rugero, Lígia Teubl, Rodrigo Sebastian, Anderson Sabadine e Cacá Pitrez.


21 de jul de 2014

Rio Araripe no Severyna - 12/07/2014

Sábado, 12 de julho de 2014, ocorreu a apresentação inaugural do Rio Araripe no Severyna de Laranjeiras. Com a casa repleta, o grupo desfilou seu repertório inspirado no estilo nordestino da sanfona de oito baixos, desenvolvendo uma apresentaçãso descontraída e contagiante.

Abaixo, algumas fotos da apresentação e um texto sobre a proposta de trabalho do grupo Rio Araripe





O nome Rio Araripe é uma homenagem à microrregião do Araripe, na confluência dos estados de Ceará e Pernambuco, um dos principais berços e redutos da sanfona de oito baixos. Também é uma referência a influência da música nordestina na região Sudeste, mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro, onde o grupo é formado.
O grupo Rio Araripe procura enfatizar o repertório tradicional da sanfona de oito baixos, além de incorporar os clássicos sempre presentes no repertório que compreende o legado musical preconizado por Luiz Gonzaga.
Instrumento que se tornou conhecido através da música "Respeita Januário" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, a sanfona (ou fole) de oito baixos é um acordeon composto apenas por botões. Este instrumento animou os bailes rurais e de periferias urbanas no nordeste até meados do séc.XX, sendo considerado como uma das fontes matriciais do forró. No trabalho do grupo Rio Araripe, a especificidade do fole de oito baixos se mescla com outros tipos de acordeões, como as sanfonas de 80 e 120 baixos, resultando numa sonoridade musical diversificada e dançante. 
No encontro das águas que formam o grupo Rio Araripe, além da sanfona de 8 baixos e acordeon tocados por Léo Rugero, também estão presentes as harmonias vocais de Lígia Teubl, o baixo preciso de Rodrigo Sebastian, a ampla percussividade de Anderson Sabadine e a zabumba vigorosa de Cacá Pitrez. 
O deságüe do Rio Araripe é ritmado por gêneros musicais como calango, forró, baião, xaxado, côco, maracatu, galope, arrasta-pé e xote.


14 de jul de 2014

XIV Festival de Inverno de Petrópolis


No Festival de Inverno de Petrópolis, exibição do filme "Com Respeito aos Oito Baixos" e apresentação do grupo Rio Araripe e de Zé Calixo na "Festa dos Oito Baixos"

Dell'Arte divulga atrações do seu festival de inverno


Entre os dias 18 e 27 de julho realiza-se mais uma edição de um dos mais esperados festivais de inverno do Brasil. Neste período, a Dell’Arte Soluções Culturais - pioneira na implantação de festivais no Estado do Rio de Janeiro - promove em Petrópolis um verdadeiro mergulho na música clássica, com mais de 20 eventos, trazendo ainda shows, oficinas infantis, ópera e corais, além de jovens e promissores talentos.
A presidente da Dell’Arte, Myrian Dauelsberg, ressalta o diferencial em 2014: « A programação deste ano foi organizada com enfase no canto lírico. Vários concertos apresentarão trechos célebres de óperas e uma homenagem especial a Richard Strauss. » Myrian destaca a relevante função do festival que inclui Petrópolis no trajeto de importantes artistas acostumados a se apresentar nas grandes metrópoles e em outros países.
O Festival ocupará, no centro histórico da cidade, locais como a Catedral São Pedro de Alcântara, Museu Imperial, Palácio de Cristal, Theatro D. Pedro, Hotel Solar do Império, Praça da Liberdade e, pela primeira vez apresentando shows, o Espaço de Artes Miguel Salles, em Itaipava. Presenças de atrações nacionais e internacionais garantem 10 dias de entretenimento do mais alto nível.
A Abertura de Gala do Festival será na sexta-feira, dia 18 às 20h, na Catedral São Pedro de Alcântara, com o programa Uma Noite na Ópera. Participarão a Orquestra Sinfônica Mariuccia Iacovino, com Coro e Solistas Orquestrando a Vida, apresentando obras românticas de Rossini, Bizet, Puccini e Verdi.
O cinema também terá destaque no festival, com uma homenagem a Charles Chaplin na série Cinema Mudo com Piano ao Vivo, quando seus filmes « Em Busca do Ouro » e « O Circo » serão acompanhados ao vivo pelo pianista Paulo José Campos de Melo, merecedor de prêmios internacionais por este trabalho e com a exibição do documentário « Com Respeito aos Oito Baixos », dirigido pelo músico e pesquisador Léo Rugero. O filme narra a trajetória da sanfona de oito baixos na música nordestina, contando com o depoimento de sanfoneiros e pesquisadores como Zé Calixto, Luizinho Calixto, Geraldo Correia, Anselmo Alves e Lêda Dias. Após a exibição, haverá um debate com o diretor Léo Rugero. Essa programação acontece no Cine Teatro do Museu Imperial, às 15h.
Já o Centro de Cultura Raul de Leoni receberá a “Mostra de Curtas” realizadas durante o festival, por deficientes visuais.
 Continuam presentes na programação os tradicionais Concertos  à Luz de Velas e Concertos ao Meio-Dia, grandes séries que provocam sempre grandes expectativas em todas as edições. No Museu Imperial,  destaque para o trio composto pela harpista do Theatro Municipal do Rio de janeiro, Cristina Braga, acompanhada pelo violino de Ricardo Amado e pelo violoncelo de Ricardo Medeiros (sábado, dia 19, às 18h), o quarteto A Priori, com Marco Catto e Priscila Rato ao violino, Karolin Broosch na viola e Pablo de Sá no violoncelo (sexta, dia 25, às 18h) e a homenagem aos 150 anos de nascimento de Richard Strauss, desta vez com a deslumbrante soprano Angélica de La Riva e a pianista Kátia Ballousier (sábado, dia 26, às 18).  Vale ressaltar os « Concertos Franceses » e os « Concertos Românticos » com os jovens pianistas Patrick Rodrigues, André Kacowicz, Silas, Barbosa, João Elias, Patricia Glatz e Ligia Moreno.
Na programação imperdível, destacam-se ainda  a noite argentina com o grupo Harmonitango, composto por José Staneck na harmônica, Ricardo Santoro no violoncelo e Sheila Zagury no piano. Irão interpretar os clássicos de Astor Piazzolla (sábado, dia 19, às 20h30m).
Na agenda do 14º. Festival de Inverno da Dell’Arte, o «Festival vai à Praça» (domingo dia 20, às 11h), com apresentação artística de alunos das escolas municipais, na Praça da Liberdade; o Chá Musical, com o Trio Amici (quinta-feira, dia 24, às 17h, no Solar do Império); as «Oficinas de Circo e Pintura», com o mágico Nathan (domingo, dias 20, entre 13h e 15h, na Praça da Liberdade); e, a pedidos, devido ao enorme sucesso no ano passado, « Uma Tarde Francesa – O Realejo das Ruas de Paris » com o chansonnier Pascal Maurice (terça, dia 22, no Solar do Império).
Destacam-se também as Oficinas de Stop Motion e de Som Reciclado no Palácio de Cristal (sábados, dia 19 e 26 e domingo, dia 27, entre 10h e 13h), e a abertura do Espaço de Artes Miguel Salles para shows ao vivo, com o Mariano Trio, em Itaipava (quarta, dia 23, às 21h).
E, como não poderia faltar, a Série Cristal Jazz, que neste ano promove o retorno do Duo Fênix, responsável por uma renovação da linguagem musical. O Duo Fênix foi formado pelos pianistas Delia Fisher e Cláudio Dauelsberg no final da década de 80, atuando no cenário artístico de 1986 a 1991. Em pouco tempo formou um público consistente, e foi fator determinante na carreira dos dois músicos, impulsionando-os à alta qualidade, característica de ambos (quinta, dia 24, às 20h), além da atração internacional New Tide Orquesta. O grupo sueco é uma miscelânea da moderna música de câmara que explora minimalismo, barroco, improvisação livre com influências de John Cage e Phillip Glass com um toque de tango e uma intensa dinâmica (sexta, dia 25, às 20h).
Para fechar a programação, o Palácio de Cristal receberá duas grandes produções: a apresentação da ópera em versão pocket “La Bohème”, de Puccini, quando suas principais cenas serão interpretadas pelas sopranos Marianna Lima e Michele Menezes, o tenor Ivan Jorgensen e o barítono Ciro d’Araújo, com orquestração do pianista Mateus Araújo e direção de cena do consagrado Lauro Gomes e também com a “A Festa dos Oito Baixos”, com o já consagrado Zé Calixto, o “Rei dos Oito Baixos” e o grupo Rio Araripe, que mescla com vários tipos de acordeões, como as sanfonas de 80 e 120 baixos, resultando numa sonoridade musical diversificada e dançante. 
O Festival de Inverno da Dell’Arte tornou-se uma tradição em Petrópolis, com repercussão no Brasil e na América do Sul. Além de mobilizar a população local e das redondezas, gera um grande movimento de turistas que normalmente lotam hotéis, pousadas e restaurantes durante todo seu período.
Os ingressos têm preços populares, mas a maioria dos espetáculos têm entrada franca mediante a doação de um quilo de alimento não-perecível. Os bilhetes podem ser adquiridos nos locais dos eventos e boa parte deles é destinada aos jovens, proporcionando a estes acesso às variadas formas de manifestação das artes.

4 de jul de 2014

Concertina - um dos nomes da sanfona de oito baixos - texto de Léo Rugero

Hoje, de passagem pela Associação Brasileira da Literatura de Cordel, em Santa Teresa, Rio de Janeiro, sentei para conversar com Gonçalo Ferreira da Silva, presidente e acadêmico da cadeira 01. Figura simpática, Gonçalo esbanja conhecimento e generosidade em transmitir seus conhecimentos sobre a literatura popular. Falando sobre a sanfona de oito baixos, Gonçalo se recordou do termo "Concertina". Segundo ele, era este o termo adotado entre os praticantes cearenses na primeira metade dos séc.XX. Esta observação suscitou a lembrança de uma décima por ele escrita para a antologia  "Louvando Luiz Gonzaga", onde a referência ao termo "concertina" é empregado. Abaixo, transcrevo os belos versos de Gonçalo Ferreira da Silva:

Da humilde Concertina
Ao pomposo acordeom
Gonzaga mostrou o dom
Para canção nordestina
O baião foi sua doutrina
O Nordeste seu cenário
E agora com Januário
na residência celeste
Esta cantando o Nordeste
Lembrando seu centenário