31 de ago de 2011

A Sanfona de 8 baixos redescoberta

Já não é possível falar em extinção ou esquecimento. Entre 2007, quando iniciei minha pesquisa sobre a tradição nordestina da sanfona de oito baixos, à 2011, houve uma significativa reestruturação da rede que compõe esta prática musical. A audiência deste blog nunca foi tão alta, desde sua inauguração, há cerca de dois anos e meio atrás. São 6h52m, enquanto escuto o programa Foleviola de Adelzon Alves transmitido pela Rádio MEC, observo que as vinhetas instrumentais entre um e outro bloco do programa, são fragmentos do disco "O poeta da sanfona" de Zé Calixto. Mais uma evidência da redescoberta dos oito baixos!

Cometário de Everaldo Santana:
Leo, você tem razão, no dia 24 de Agosto estive com o Luizinho Calixto que veio a São Paulo fazer um Show e aproveitou para conhecer de perto o trabalho que os Sanfoneiros de São Paulo vem fazendo em prol da Sanfona de 8 Baixos. Conversei bastante com êle e me disse que esta está muito contente em ver tanta gente trabalhando em prol da Sanfona de 8 Baixos.
Este Blog é um dos responsáveis pela revalorização da Sanfona de 8 Baixos.
Muito obrigado por divulgar os vídeos que venho postando no Youtube.

30 de ago de 2011

Enock Lima

Enock Lima - Memória viva do Forró  por Leo Rugero

O mundo artístico da sanfona de oito baixos não é composto apenas por sanfoneiros. Claro que eles são as  estrelas! No entanto, estão inseridos em uma ampla rede composta por percussionistas, técnicos de estúdio, proprietários de forrós, jornalistas, produtores e até mesmo pesquisadores, como é o meu caso. Entre estas pessoas, algumas se destacam devido a representatividade que desempenham ou desempenharam neste ambiente. É o caso do pernambucano Enock Lima. 
Difícil definir a atuação de Enock. Fundamentalmente, ele é um zabumbeiro, embora também toque de forma apreciável outros instrumentos de percussão. Porém, sua atividade no mundo do forró se estende a outros domínios. 
Nascido em Recife, no dia 16 de dezembro de 1948, como diz o próprio Enck, "Nasci no Barro e fui criado no Totó", se referindo ao bairro onde passou a infância.
O envolvimento de Enock com a música começa no âmbito familiar. Seus pais, José Ferreira Lima (1897 - 1986) e Josefa Maria Lima eram amigos pessoais de Luiz Gonzaga. Enock se recorda de quando ainda era  menino, e o Rei do Baião aparecia para passar a tarde com seus pais. Embora seu pai fosse extremamente religioso, abria uma exceção na companhia de Gonzaga, e assim que o Rei do Baião chegava, pedia para o menino Enock atravessar a rua e ir até a venda da esquina comprar duas cervejas para Gonzagão. Como lembra Enock, "ele era de casa e nós nem sabiamos da importância dele". A amizade entre seu pai e Gonzagão foi selada por uma parceria, a marcha "Vou pra roça", que talvez tenha ficado um pouco eclipsada por ser o lado A do disco de 78 rotações, que trazia no lado B, nada mais nada menos do que "Asa Branca".
 Alguns anos mais tarde, o jovem Enock  ficava, segundo suas próprias palavras, "bisbilhotando" os sanfoneiros de oito baixos, sobretudo no bairro de Jaboatão dos Guararapes e Vitória de Santo Antão. Esta aproximação acontece no início de sua adolescência: "Eu era garoto, tinha os meus treze, quatorze anos".
Sua primeira oportunidade profissional acontece por volta desta época, através de J. Austragésilo, que admite o jovem  na Rádio Clube de Recife, para trabalhar no cargo de sonoplasta. Foi nesta emissora que Enock conheceu Martins do Pandeiro e Martins da Sanfona (mais tarde conhecido artisticamente como Tony Martins). Enock se tornaria o "regra três" do conjunto "Os Cabras do Baião". Para quem não sabe, chamava-se "regra três" ao músico substituto que eventualmente assumia o lugar de algum músico efetivo que, por algum motivo, não podia se apresentar. Nesta mesma época, Enock conheceu um jovem e talentoso sanfoneiro por nome de Heleno, que se tornaria muito conhecido através do nome artístico de "Truvinca", dado por Zé Calixto.
Em seguida,  começa a trabalhar no grupo "Pereirinha e seus capangas". Dissolvido o grupo, Enock acompanha o fluxo migratório para o Sudeste, fixando-se no Rio de Janeiro por volta de 1965. 
No Rio, surge a oportunidade de trabalhar com Luiz Gonzaga como "divulgador particular", substituindo José Sabino, que havia se afastado do cargo. Deste modo, Enock assume este emprego na RCA-Victor.  Segundo Enock, na época ainda não havia sido institucionalizado o jabá, pecúnia desembolsada pelas gravadoras e/ ou produtores para as emissoras de rádio. No entanto, o estreito contato entre Enock e Gonzaga, fez com que o trabalho de divulgador abarcasse outros domínios. Enock se tornaria uma espécie de "faz-tudo" do Rei do Baião: "secretário, atendedor de telefone, carregador de estojo de acordeom, motorista". 
Através de Gonzaga, Enock conheceu Severino Januário, com quem tocou e gravou na decada de 1970.
Depois de 12 anos, Enock foi despedido por Helena, esposa de Gonzaga, devido a um envolvimento com uma empregada doméstica da casa. A história que hoje é lembrada com certo humor por Enock, custou-lhe o trabalho ao lado do rei do baião. Arroubos da juventude...
Outro passo importante no percurso de Enock foi o trabalho ao lado do lendário sanfoneiro paraibano Abdias. Ao lado deste grande músico, Enock permaneceu até 1991, quando Abdias foi vítima de um enfarte. As lembranças com o "mago da sanfona" são marcantes, revelando uma grande amizade entre os dois músicos. "É um maestro com uma batuta na mão do estilo nordestino". Enock também chama a atenção para a inventividade de Abdias, que se reflete não apenas nas músicas como nas capas dos discos.
Também trabalhou como ritmista em orquestras de baile e  cantores populares. Neste tempo, fez de tudo um pouco, até letras de jingles para políticos.
De alguns anos para cá, se dividiu entre muitas atividades, entre as quais, o programa "FoleViola", que rompe as auroras pela rádio MEC, apresentado por Adelzon Alves, do qual Enock é colaborador e ex-assistente.

Continua transitando pelo mundo do forró entre Rio de Janeiro e Recife. Quem o conhece, sabe que ele é um excelente contador de histórias, memória viva do forró, sobretudo no que tange a sanfona de oito baixos. E também guarda, além das recordações, muitas músicas inéditas, como um forró composto em homenagem ao sanfoneiro Truvinca.



Enoque, seu filho Jerry e Abdias. Foto tirada na casa de Enock, em 1987 (Arquivo pessoal de Enock Lima)


Enock e Leo Rugero em Recife, 2009 - Acervo Pessoal de Leo Rugero


Lene dos 8 Baixos No Forró Bagaceira



Participação do Lene dos 8 Baixos no lançamento do CD da banda Forró Bagaceira. O Lene está sendo aconpanhado pelo Estevão dos 8 Baixos no triângulo e pelo Val no zabumba; o Val é um dos componentes da Banda Forró Bagaceira.

26 de ago de 2011

Pedro Sertanejo - No Forró Quarta Parada



Outra raridade postada por Everaldo Santana: trecho de uma apresentação de Pedro Sertanejo num forró da capital paulista.

24 de ago de 2011

Roda de Sanfona reúne músicos e moradores da zona rural no sítio Olho D’Água


Roda de Sanfona reúne músicos e moradores da zona rural no sítio Olho D’Água
 
Segunda, 22.08.2011
 Foto: PMS
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Foi debaixo de um pé de umbuzeiro que o fole roncou no último domingo(21) em Salgueiro. Um cenário perfeito reuniu mais uma vez músicos e amantes da sanfona de oito baixos na concorrida Roda de Sanfona realizada no sitio Olho D’Água - localizado no distrito de Pau Ferro. O encontro atraiu várias pessoas da cidade que foram prestigiar o talento do agricultor e sanfoneiro Nêgo do Mestre, Expedito Ferrugem, Antônio da Mutuca, Pedro Manú, Zé Nilton, Manoel de Jovem, Miguel Luiz e Jânio Eugênio que tocaram os principais ritmos que fazem a tradição musical nordestina, indo do forró ao xote.
O prefeito Marcones Libório de Sá, a secretária de Cultura e Esportes Eliane Alves e o secretário de Desenvolvimento Rural, Nilton Cavalcanti participaram da roda em que a sanfona de oito baixos, o triângulo e a zabumba mandaram brasa no encontro. A Roda de Sanfona surgiu há mais de dez anos quando os instrumentistas Nêgo do Mestre e Expedito Ferrugem resolveram convocar um grupo de amigos sanfoneiros para se reunir com o objetivo de tocar na base do improviso, trocar conhecimentos e celebrar a cultura regional.
 
 Foto: PMS
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A partir daí, eles passaram a se encontrar uma vez por mês, sempre aos domingos, com a presença de veteranos e novatos na sanfona.  Segundo Nego do Mestre, a Roda também é uma forma de homenagear o sanfoneiro Chico Preto (In memorian), que segundo ele, deixou uma grande contribuição para a música regional.
A Roda já passou por várias comunidades rurais, recebendo sanfoneiros de várias de várias gerações e estilos, proporcionando um movimento de resistência da cultura da sanfona. De acordo com Nêgo do Mestre entre uma música e outra, os sanfoneiros trocam experiências de vida e informações musicais. “Isso tudo é mais que um encontro musical. É uma celebração da vida que trata a sanfona com profundo respeito e orgulho”, disse, animado, Nêgo do Mestre.
A secretária de Cultura Eliane Alves, ressaltou o incentivo do governo municipal aos sanfoneiros. “A Prefeitura oportuniza, incentiva e sempre está junto dos sanfoneiros, da classe artística, pra que essa identidade tão forte possa ser reencontrada e circule continuadamente. É importante que onde cada um desses músicos estiver, tenha a oportunidade de mostrar o seu trabalho”, conta Eliane.
O prefeito Marcones Sá destacou a importância do encontro como grande vitrine cultural para Salgueiro diante do resgate da sanfona de oito baixos, símbolo musical já quase que extinto no nordeste brasileiro. “A roda deu toda essa oxigenação. Os mais velhos voltaram a tocar, os jovens começaram a se interessar, e ai esse ano, vamos entrar nas comemorações do centenário de Luiz Gonzaga. Toda essa energia contagia não só os artistas que tocam a sanfona de oito baixos, mas também o povo sertanejo que ama e sempre amou o forró”, completou o prefeito.
 
 Foto: PMS
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22 de ago de 2011

Encontro dos 8 baixos


Segue abaixo, o e-mail que recebi de João Bento, relatando alguns momentos emocionantes do Encontro dos 8 baixos realizado em Caruaru.



Leo, bom dia!

Leo, o evento que promovemos foi um sucesso. Conseguimos unir o Brasil inteiro em torno de um instrumento tão belo e tão simples: a sanfona de 8 baixos.

Ver, por exemplo, Renato Borghetti com o nosso aluno Ivison, tocando no mesmo palco e ainda a música sendo a Asa Branca de Luiz Gonzaga, é por demais emocionante. Aliás, essa palavra foi a que mais ouvimos nesses dois dias nos quais aconteceu o ENCONTRO DOS 8 BAIXOS.

Na sede, as crianças tocando várias músicas fizeram mestres, como Zé Calixto, o maior nome dessa Sanfona, chorar. Num dado momento ele percebeu que aquele instrumento que ele carrega no peito há mais de 50 anos e que por várias vezes já tinha mostrado sinais que extinção, tinha agora um novo sopro de renovação.

Leo, depois escrevo mais! Muito obrigado!

Crédito das fotos: Renato e Heleno: João Bento
Mestres no palco: Antonio Preggo

abs,


 João Bento


18 de ago de 2011

Falecimento de Quinka dos Oito Baixos


Repasso aos leitores deste blog, o comunicado de nosso amigo Everaldo Santana a respeito do 
falecimento de Quinka dos Oito Baixos.






Faleceu no último domingo dia 14 de agosto de 2011 Quinka dos 8 Baixos, que vinha lutando contra um 
cancer no intestino. O Quinka estava em Ipirá estado da Bahia, sua terra natal. 
Essa notícia me foi dada pelo Tico dos 8 Baixos que era seu amigo e recebeu a notícia por telefone.
 O Tico passou as Festas juninas deste ano em Ipirá e quando retornou a São Paulo no final do mês 
de Julho me disse que o quinka  estava muito mal e tinha pouco tempo de vida.

Quinka dos 8 Baixos  


--
José Everaldo Santana

17 de ago de 2011

Encontro dos 8 Baixos


15:43:40

AGRESTE // LAZER

Shows e exposições vão animar a Vila da Estação Ferroviária em Caruaru

Publicado em 17.08.2011, às 14h30

Do NE10Núcleo SJCC/Caruaru
Este fim de semana a vila da Estação Ferroviária, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, ficará animada. É que será realizado no local Espaço Estação Cor e o “Encontro dos 8 Baixos”.

O Espaço Estão Cor prevê a utilização da vila cenográfica montada durante o mês de junho, onde cada casa foi ambientada por empresas de engenharia, arquitetura e decoração para o período de São João. Agora, essas casas funcionarão com bares, restaurantes e exposições de arte. O Espaço Estação Cor contará com área para apresentações culturais, nove bares e restaurantes especializados em comida regional, dois ateliês com exposições de arte e uma feirinha de artesanato.
 
Os restaurantes começam a funcionar a partir das 19h30, durante o “Encontro dos 8 Baixos”. Após as apresentações do festival, a programação musical será realizada em cada um dos restaurantes. O Espaço Estação Cor vai até o sábado (20), e deverá acontecer mensalmente. “O nosso objetivo é promover uma movimentação cultural na cidade e inclusive resgatar o forró que deve ser uma constante na ‘Capital do Forró’ não só durante o mês de junho”, ressalta José Pereira, presidente da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru.

Paralelo ao Espaço Estação Cor, o Polo Cultural Mestre Vitalino estará movimentado com o “Encontro dos 8 Baixos”. Pela primeira vez no país, grandes nomes da música popular brasileira e nordestina estarão reunidos em Caruaru para mostrar a arte feita com a sanfona de 8 baixos. Nomes como Zé e Luizinho Calixto, Renato Borghetti, Oswaldinho do Acordeon, Arlindo e Heleno passarão pelo mesmo palco durante os dias 18 e 19.
 
Além de show com as feras da sanfona, o evento também oferece um workshop durante o dia. As inscrições poderão ser feitas gratuitamente na Loja Nova Music. As vagas são limitadas.

13 de ago de 2011

Truvinca e o CD que não saiu do forno...


Truvinca deu show em Marialva
12/08/2011 - Assessoria de Imprensa PMM
A grande atração, ontem, 11 de agosto, em Marialva, foi a apresentação do sanfoneiro pernambucano Truvinca. Com 70 anos de idade e 60 como instrumentista, Truvinca esbanja virtuosismo em sua sanfona de oito baixos. O evento aconteceu no Cine Teatro Sonia Maria Silvestre Lopes, com entrada franca.

A apresentação faz parte do programa Sonora Brasil, do Sesc, que promove uma turnê de dois anos, passando por unidades do Sesc de todo o país. O projeto é dividido em dois módulos sonoros que buscam demonstrar o desenvolvimento histórico da música nacional: Vozes do Brasil e Sotaques do Fole.

O primeiro tema está passando neste ano por estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, enquanto o segundo excursiona por estados do Sul e Sudeste; no ano que vem, ocorre a inversão dos módulos.

No Sotaques do Fole, é oferecido um panorama do acordeom (ou sanfona) em seus distintos gêneros musicais no Brasil. No mês passado, já passou por Marialva o gaúcho Gilberto Monteiro; ainda estão programadas apresentações de Dino Rocha, do Mato Grosso do Sul, e do duo de acordeões Ferragutti/Kramer, que apresenta peças relacionadas à música de concerto.

Retomada

Depois de 15 anos sem tocar sanfona, Truvinca voltou a pegar no instrumento há 5 anos, vendo uma retomada de interesse pela sua música. "Minha mulher até brigou comigo, dizia para eu não parar, mas eu estava desgostoso com a falta de reconhecimento", diz.

Radicado no Rio de Janeiro, durante mais de 30 anos teve de se dividir profissionalmente, tocando em bailes à noite e trabalhando como vigia e motorista. "Precisamos sustentar os filhos, né?". Já aposentado e morando em Recife, decidiu retomar a sanfona e agora se dedica exclusivamente ao instrumento, viajando pelo Brasil. "Tá bom demais desse jeito", diz.

Sinceridade

Truvinca confessa que os 15 anos parados afetaram sua habilidade manual e sua memória para um repertório extenso. "Antigamente, podia tocar quatro horas seguidas sem repetir nada. Hoje em dia, não dá mais... Além disso, tenho setenta anos, não sou mais garoto, fico tímido com o público", diz.

Mesmo com toda a modéstia, Truvinca vem colhendo elogios por onde passa, inclusive de professores de música. Nas apresentações para o projeto do Sesc, o sanfoneiro costuma receber cobranças de um CD – que ainda não existe.

Seu único álbum, "Os Oito Baixos do Truvinca", foi lançado em LP pelo selo Esquema em 1980 e hoje é raríssimo – o sanfoneiro já viu uma cópia sendo vendida num sebo de Recife por R$ 30.

Insatisfeito com o resultado da gravação – "gravei tudo em quatro horas, não tive tempo para corrigir" – Truvinca promete ainda para este ano o lançamento de um novo CD, com produção do Maestro Bozó.

O sanfoneiro não tem estudo formal em música, mas seu álbum virá com um encarte contendo as partituras de seus temas, para que os músicos interessados possam interpretá-los. "Esse disco sim vai ser porreta", promete.

Com a colaboração de O Diário do Norte do Paraná.

Maiores informações: (44) 3232 8354.

Origem: Assessoria de Imprensa





Depois de ter lido a matéria acima, fico feliz com o reconhecimento merecido que Truvinca tem recebido. Pude ouvi-lo em audições quando morava no Rio de Janeiro, tendo conhecido este sanfoneiro pernambucano através de Zé Calixto, em 2008. No ano de 2009, filmei-o em sua casa, numa manhã ensolarada no bairro de Cabuçu, em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Há um video disponível no youtube: 
http://www.youtube.com/watch?v=rRqkXQzI6Sg


Na verdade - o que não foi dito na matéria, Truvinca chegou a gravar um segundo disco que não foi editado comercialmente. Este CD foi produzido por Guilherme Maravilhas,  na época,  proprietário de um home estudio em Laranjeiras, Rio de Janeiro. Embora tenha sido uma produção realizada de forma independente , contou com a participação de Valter 7 cordas e Durval Pereira, e apresenta um
 repertorio bem escolhido. A qualidade de áudio deste segundo CD é qualitativamente superior a do primeiro disco, citado na reportagem, concebido em uma única sessão de estúdio pelo extinto selo Esquema. 
Mas, como ocorre em muitas produções auto-financiadas. o trabalho literalmente empacou no momento de masterização, arte gráfica  e prensagem, que, como todos sabem, são as etapas mais dispendiosas de uma produção fonográfica realizada às próprias custas. 
Para quem quiser dar uma conferida neste segundo disco de Truvinca, o álbum está disponibilizado pelo site Forró em Vinil. 
http://www.youtube.com/watch?v=rRqkXQzI6Sg

12 de ago de 2011

Rádio Forró em Vinil

Hoje, sexta-feira, 12 de agosto de 2011, às 17h, vai ao ar na rádio Forró em Vinil, o programa "Na Pisada do Ouvinte". Neste programa, a seleção musical foi escolhida por Leo Rugero. O programa apresentará uma seleção do repertório de sanfona de oito baixos, sendo reprisado no sábado a partir das 13hs. Não percam!
Para acessar a rádio, clique no link abaixo.

http://www.radioforroemvinil.com/

7 de ago de 2011

Januário, seus filhos e sua sanfona de oito baixos - O Balaio De Veremundo

Enviado por tikacrazy em 06/08/2011
"Uma música memorável para o forró, seu Januário tocando com seu filho Luiz Gonzaga.
Nas recordações de infância de Luiz Gonzaga, seu pai aparece como um sanfoneiro respeitado das redondezas (Exu / PE). De forma mítica, Januário é apontado como o pioneiro da sanfona nordestina."

Maravilha de postagem, só faltou, mais uma vez, colocar referência ao autor da frase que aponta Januário como figura mítica. A frase acima foi extraído da entrevista concedida à Carolina Santos, publicada no Diário de Pernambuco no dia 26 de junho de 2011

Letra:
O Coroné Veremundo
Dança ruim mais invento
Uma dança que o Salgueiro
Cum seu nome batizou
O Balaio de Veremundo
Tem as minhas de autor

Pra você dançá balaio
Tem que ficá balançando
Jogando o corpo pra trás
Cuma quem vai se deitando
Depois imbicá pra frente
E ficá gineteando

O balaio de Veremundo
São dois ramo num só gáio
Duas "arma" num só corpo
Duas cartas no baráio
Quem fala em Veremundo
Tem que falá no balaio

No balaio, o Veremundo
Tem cincoenta ano de ensaio
Vai fazê bôda e ôro
De casado e do balaio
Só pra ver o home dançá
Ôi, nesta festa eu não fáio

Pra essa festa vão os Danta
Os Gonzaga e os Carváio
Alencar num vai fartá
Vai Rumão, e vai Sampaio
Pra dar viva a Veremundo
O inventor desse balaio

1 de ago de 2011

Na pisada do ouvinte com Leo Rugero

Oi pessoal, ainda dá tempo, liguem na rádio Forró em Vinil, preparei uma seleção com vinte e cinco músicas de sanfona de oito baixos!
http://www.radioforroemvinil.com/